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Empresário investigado por fraude no INSS destinou R$ 100 mil ao PT nas eleições de 2022

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O economista e empresário Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, alvo da Operação Sem Desconto da Polícia Federal, declarou ter doado R$ 100 mil ao Partido dos Trabalhadores (PT) durante a campanha de 2022. O dado foi apresentado nesta segunda-feira (6) em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

No mesmo período, Cavalcanti também transferiu valor idêntico ao Partido Progressista (PP) e afirmou ter contribuído diretamente com candidatos a prefeito e vereador de diferentes legendas. Questionado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), disse considerar-se “um democrata” que apoia “bons projetos” e garantiu que todas as doações foram legais.

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Patrimônio em debate

Integrantes da CPMI indagaram o empresário sobre o crescimento de seu patrimônio, especialmente a partir de 2018, ano de criação de uma das empresas investigadas no esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões. Cavalcanti é único sócio de uma firma de investimentos com capital social de R$ 1 milhão e faturamento mensal estimado entre R$ 3 milhões e R$ 7 milhões.

Segundo documentos apresentados à comissão, a empresa mantém entre 21 e 23 veículos, entre eles uma Ferrari avaliada em R$ 4 milhões, três Mercedes-Benz, dois Cadillacs e dez motocicletas. A Polícia Federal apreendeu ainda oito relógios de luxo — um deles estimado em R$ 1,3 milhão — e cerca de 100 garrafas de vinho avaliadas em R$ 7 milhões.

Cavalcanti declarou receber R$ 51 mil mensais de um grupo empresarial e R$ 5 mil de uma assembleia legislativa, além de participação nos lucros de um escritório de advocacia do qual foi sócio. Ele sustenta que os bens foram adquiridos de forma lícita.

Outras contribuições políticas

O investigado relatou ter cedido sua residência no Lago Sul, em Brasília, para um evento do PSD e presenteado o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), com um fusca em comemoração ao aniversário do chefe do Executivo local.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) confirmou que as doações ao PT ocorreram e disse que o assunto deve ser esclarecido pela direção paulista do partido. PP, PSD, PT-SP e a assessoria de Ibaneis Rocha foram procurados e ainda não responderam.

Negações e defesa

Cavalcanti rejeitou ser “laranja” do advogado apontado como operador do esquema no INSS e afirmou que a retirada de veículos de sua casa, realizada um dia antes das buscas da PF, teve apenas o objetivo de evitar danos aos automóveis. O empresário também declarou estar se desligando de sociedades comerciais por exigências de compliance e reforçou não ter participação em fraudes.

Em 12 de setembro, a PF apreendeu veículos de luxo — incluindo a Ferrari e uma réplica de carro de Fórmula 1 usado por Ayrton Senna — relógios e quantias em espécie na residência do empresário.

Com informações de Gazeta do Povo

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