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Embaixador iraniano elogia governo brasileiro por condenar ofensiva de EUA e Israel

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Brasília – O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, afirmou nesta segunda-feira (2) que a manifestação do governo brasileiro condenando os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra território iraniano foi uma “ação valorosa”. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa na sede da embaixada, na capital federal.

Reconhecimento à nota do Itamaraty

Em persa, com tradução para o português, Nekounam disse ter recebido “com gratidão” o posicionamento de Brasília que classificou a ofensiva como ato de agressão. O diplomata destacou que, na avaliação de Teerã, o gesto brasileiro demonstra respeito à soberania, à integridade territorial e à independência das nações.

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Situação de brasileiros no Irã

O embaixador declarou não haver, até o momento, registro de brasileiros mortos ou feridos. Segundo ele, a representação diplomática em Teerã segue avaliando a situação. A Embaixada do Brasil informou ter prestado assistência a seis atletas brasileiros que atuavam em um clube de futebol iraniano; o grupo deixou o país pela fronteira com a Turquia e já se encontra em Istambul. Também recebeu apoio uma brasileira que aguardava a emissão de visto para o marido, que já deixou o território iraniano.

Contato com o governo brasileiro

Nekounam ressaltou que o diálogo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil ocorre “de forma natural” e “sem ligação” com as negociações envolvendo os Estados Unidos. No sábado (28), o Itamaraty divulgou nota classificando a escalada militar no Golfo como “grave ameaça à paz” e conclamando à interrupção imediata das hostilidades.

Acusações contra Washington

No início da coletiva, o diplomata chamou de “criminoso” o bombardeio norte-americano a uma escola iraniana, que, segundo ele, provocou a morte de 170 alunas. Nekounam disse acreditar que os EUA não buscam um acordo nuclear, mas sim a mudança de regime em Teerã. “Estamos no meio de uma guerra”, afirmou, acrescentando que o Irã responderá “no campo de batalha”.

Preparação e impactos

O representante iraniano declarou que o país está preparado “para as piores situações” e dispõe de “equipamentos militares de alta qualidade”. Sobre possíveis efeitos econômicos, disse que ainda serão analisados. Ele negou desentendimentos com nações vizinhas e explicou que alvos iranianos se limitam a bases militares dos EUA e a centros israelenses na região.

Conflito escalonado

A ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel começou no sábado (28) com bombardeios aéreos que, segundo autoridades iranianas, mataram o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei; o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi; e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh. Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e outros países do Oriente Médio, provocando centenas de mortes e levando ao fechamento temporário do Estreito de Ormuz – uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo.

O embaixador reiterou que Teerã havia alertado sobre o risco de um conflito regional caso fosse atacado e reafirmou que “qualquer base utilizada para agredir o Irã se tornará alvo”.

Com informações de G1

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