Rio de Janeiro – O Partido Liberal confirmou a pré-candidatura de Douglas Ruas ao governo do Estado em 2026, repetindo uma fórmula histórica: concentrar forças na Região Metropolitana para enfrentar o candidato da capital, Eduardo Paes.
Filho do prefeito de São Gonçalo, Ruas terá como vice o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP). A composição lembra o cenário de 1998, quando Anthony Garotinho, então ex-prefeito de Campos, derrotou César Maia ao mobilizar eleitores da Baixada Fluminense e do interior.
Comparações com 1998
Quase três décadas atrás, Garotinho, apesar da base interiorana, ampliou o alcance da chapa ao escolher como vice a senadora carioca Benedita da Silva. César Maia, ao contrário, formou um “puro-sangue” da capital com Gilberto Ramos e acabou superado.
Para não repetir o erro de Maia, Eduardo Paes já confirmou como vice a irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis, buscando apoio na Baixada Fluminense e no eleitorado evangélico — segmento que Garotinho explorou em 1998 ao adotar discurso religioso, reforçado pela também evangélica Benedita.
Disputa pelo Senado
No mesmo pacote eleitoral, o PL apresentou a chapa ao Senado com o governador Cláudio Castro (PL) e o prefeito de Belford Roxo Marcio Canella (União). Embora o clã Bolsonaro considere o Senado estratégico para possíveis pedidos de impeachment de ministros do STF, nem Castro nem Canella são considerados “bolsonaristas raiz”.
Castro afirma que, se eleito senador, não pretende confrontar a Corte. Canella, vinculado ao centrão, também não garante embates com o Supremo.
Possíveis obstáculos
A configuração pode mudar. O Tribunal Superior Eleitoral ainda julga processos que podem tornar Cláudio Castro inelegível, o que elevaria a disputa por espaço na chapa. Além disso, investigações em curso — como as operações que apuram suspeitas envolvendo a TH Jóias, o sigilo do presidente da Alerj, o RioPrevidência e a Refit — podem alterar o cenário político do estado nos próximos meses.
Com o tabuleiro em movimento, o PL aposta novamente no voto da Baixada e cidades vizinhas para tentar barrar a influência da capital nas urnas fluminenses.
Com informações de G1

