Pesquisadores da Colorado State University confirmaram que elefantes africanos empregam vocalizações específicas para se dirigir a indivíduos do grupo, funcionando de forma semelhante a nomes próprios. A conclusão foi obtida após a análise de centenas de gravações de estrondos de baixa frequência, impossíveis de serem distinguidos pelo ouvido humano sem auxílio tecnológico.
Como os “nomes” foram identificados
Os cientistas utilizaram algoritmos de aprendizado de máquina para detectar padrões nos sons captados. As repetições surgiam sempre que uma matriarca chamava um filhote ou um companheiro específico, indicando que o chamado não era mera imitação do destinatário, mas sim um sinal abstrato criado para aquela identidade.
Resposta seletiva
Durante os testes de reprodução de áudio, cada elefante respondeu prontamente quando ouviu o próprio “nome” e ignorou chamados destinados a outros indivíduos. O comportamento reforça a hipótese de reconhecimento vocal individualizado e demonstra um nível avançado de cognição social.
Funções das vocalizações
Além dos nomes, os pesquisadores catalogaram outras vocalizações que cumprem papéis distintos na vida da manada:
- Nomes próprios: chamar um membro específico à distância;
- Alerta de perigo: avisar sobre predadores na região;
- Saudação social: reforçar laços quando o grupo se reúne.
Segundo os autores, compreender essas nuances pode ajudar a aprimorar estratégias de conservação. A perda de um membro afeta não apenas a estrutura biológica do grupo, mas também laços sociais sustentados por reconhecimento vocal individual.
Com informações de Olhar Digital

