Brasília – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu nesta sexta-feira (2) à determinação da Polícia Federal que o obriga a voltar ao posto de escrivão da corporação. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele comparou a PF à “Gestapo” e classificou a cúpula policial como “bajuladores de tiranos”.
A ordem de retorno foi assinada em 31 de dezembro pelo diretor substituto de Gestão de Pessoas da PF, Licínio Nunes de Moraes Netto, e publicada hoje no Diário Oficial da União. O despacho fixa a Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis (DPF/ARS/RJ) como local de apresentação e adverte que a ausência “poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.
Eduardo Bolsonaro afirmou que não tem condições de deixar os Estados Unidos, onde está com a família desde março de 2025, mas prometeu lutar para manter o cargo obtido por concurso. “Não entregarei meu cargo de mãos beijadas. Vou lutar por ele, batalhei para ser aprovado neste concurso”, declarou.
O ex-parlamentar também disse ter “orgulho” de mais esse episódio, que chamou de perseguição judicial. Em 18 de dezembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassou seu mandato por excesso de faltas.
Imagem: Camila Abrão
“Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos”, afirmou, acrescentando que não trocaria sua “honra por um emprego na burocracia pública”. Ele ainda criticou a PF por, segundo ele, priorizar seu caso em vez de concentrar esforços contra “traficantes, assassinos e criminosos do colarinho branco”.
Com informações de Gazeta do Povo

