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Eduardo Bolsonaro pede presença de observadores internacionais nas eleições de outubro

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Brasília — O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu, nesta terça-feira (3), a participação de organismos internacionais na fiscalização das eleições marcadas para outubro de 2026 no Brasil. Em publicações na rede social X, o parlamentar disse que somente uma atuação preventiva de observadores estrangeiros garantiria “uma auditoria de verdade” e, se necessário, um mecanismo de recontagem de votos.

“Precisamos garantir que a comunidade internacional fique de olho no Brasil”, escreveu o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, acrescentando que a medida seria fundamental para assegurar a lisura do processo eleitoral.

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Críticas ao governo Lula

No mesmo texto, Eduardo Bolsonaro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria “só no mundo” por, segundo ele, manter proximidade com líderes que o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump combateu enquanto esteve no cargo. O ex-parlamentar voltou a colocar esperanças na volta da direita ao poder por meio de uma eventual intervenção norte-americana, declarando: “Temos certeza de que, naturalmente, a hora do Lula vai chegar”.

Investigação por suposta coação

Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo respondem a processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta prática de coação em processo judicial. A Procuradoria-Geral da República, comandada por Paulo Gonet, alega que tarifas comerciais e sanções impostas pelo governo Trump a autoridades brasileiras foram influenciadas pelos investigados, que vivem nos Estados Unidos em autoexílio e alegam perseguição.

A denúncia aponta possível violação do artigo 344 do Código Penal, que tipifica o crime de coação no curso do processo. No mesmo dia em que a ação foi apresentada ao STF, Washington aplicou novas sanções a autoridades brasileiras, além de estender a Lei Magnitsky à esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos, ligado à família. As penalidades foram suspensas alguns meses depois.

As audiências do caso seguem em tramitação na Corte.

Com informações de Gazeta do Povo

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