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Eduardo Bolsonaro endossa candidatura de Flávio ao Planalto, critica Lula e acusa STF de perseguição

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Washington (EUA) – Em entrevista exibida neste sábado (14) pela emissora norte-americana Fox News, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu a pré-candidatura do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República nas eleições de 2026. O objetivo declarado, segundo ele, é derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Muitas pesquisas mostram meu irmão empatado; em algumas, ele aparece um pouco à frente”, afirmou Eduardo. Ele disse que a família decidiu lançar Flávio depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu não ter condições de concorrer “porque está preso agora. Injustamente, mas está”, declarou.

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Eixos da campanha

De acordo com Eduardo, a estratégia eleitoral do senador será focada em economia e segurança pública. “A intenção é mostrar como o governo Lula é ruim, principalmente nessas áreas”, explicou, acrescentando que “todo mundo está farto de Lula apoiar o Hamas, aumentar a criminalidade e não entregar resultados na economia”.

Fragmentação da direita

Questionado sobre eventual divisão de votos entre candidaturas de direita, o ex-deputado minimizou a possibilidade de vantagem para o atual presidente. “Não importa quem vá para o segundo turno; contra Lula, todos estarão juntos”, disse. Para ele, a presença de vários nomes no campo conservador aumenta as críticas ao governo petista e afasta a chance de vitória de Lula no primeiro turno.

Críticas ao STF e ao veto presidencial

Eduardo Bolsonaro voltou a classificar como “política” a condenação do pai a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe de Estado. Lembrou que, em 8 de janeiro de 2023, o ex-presidente se encontrava “em Orlando, na Disney”.

O ex-parlamentar também atacou o veto de Lula ao chamado PL da Dosimetria, aprovado pelo Congresso para alterar critérios de fixação de penas que poderiam favorecer condenados ligados aos atos de 8 de janeiro. Na avaliação dele, tanto o veto quanto decisões do STF representam uma “invasão” do Judiciário sobre os demais Poderes.

Possível indulto a Jair Bolsonaro

Segundo Eduardo, caso Flávio vença a disputa presidencial, poderá conceder perdão ao ex-presidente e a outros condenados. “Meu papel agora é eleger Flávio Bolsonaro, e ele dará indulto a Jair. Não só a Jair, mas também a mim”, declarou, lembrando que responde a processos no Brasil por denunciar supostas arbitrariedades do Judiciário no exterior.

Citação a Alexandre de Moraes

Ele afirmou ainda que o ministro Alexandre de Moraes o responsabiliza por sanções impostas pelos Estados Unidos em 2025 – posteriormente revogadas – contra o magistrado, sua esposa e um instituto a ele ligado. “Como não tem coragem de processar Trump, Scott Bessent e Marco Rubio, ele está me processando”, afirmou.

A entrevista foi concedida enquanto Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos após deixar o mandato parlamentar.

Com informações de Gazeta do Povo

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