Brasília – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que estuda pedir um passaporte de apátrida para permanecer nos Estados Unidos depois de perder o mandato parlamentar. A declaração foi dada ao Jornal do SBT News no sábado, 20 de dezembro de 2025.
Segundo o ex-parlamentar, existe uma determinação para impedir a emissão de um novo passaporte brasileiro em seu nome. “Há uma ordem a todas as embaixadas e consulados para que eu não possa ter o passaporte comum. Dentro de 30 ou 60 dias, assim que eu for notificado da cassação, terei de devolver o passaporte diplomático”, disse.
Eduardo Bolsonaro, que vive no Texas desde fevereiro, afirmou que a restrição seria mais uma tentativa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de limitar sua atuação. “Se confirmada essa notícia, vou ficar sem passaporte brasileiro, mas já estou vacinado, conheço as estratégias dele”, declarou.
Atuação política no exterior
Mesmo sem mandato, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pretende continuar atuando como articulador político internacional. Ele contou que colaborará na pré-campanha do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mantendo contatos com “mundo árabe, Israel, Estados Unidos e El Salvador”.
“As pessoas não me recebem porque tenho um diploma de deputado na parede. Me recebem porque, há anos, gasto do meu próprio bolso viajando pelo mundo; por isso, as portas se abrem, principalmente no meio conservador”, afirmou.
Imagem: Marcelo Camargo
Perda do mandato e passaporte diplomático
Na quinta-feira, 18 de dezembro, a Mesa Diretora da Câmara cassou os mandatos de Eduardo Bolsonaro, por excesso de faltas, e do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), em cumprimento a decisão do STF que o condenou por tentativa de golpe de Estado. O ato foi publicado no Diário da Câmara dos Deputados e assinado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e outros quatro integrantes da Mesa.
A Câmara informou que o passaporte diplomático de Eduardo e de seus familiares, emitido em fevereiro de 2023 com validade até julho de 2027, perdeu a validade imediatamente após a cassação.
Com informações de Gazeta do Povo

