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Dívida Pública Federal alcança R$ 8,48 trilhões e sobe 2,75% em 2025

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A Dívida Pública Federal (DPF) somou R$ 8,48 trilhões ao fim de 2025, de acordo com o Relatório Mensal da Dívida divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional. O montante representa alta de R$ 226,82 bilhões, variação de 2,75% em relação ao mês anterior, impulsionada por emissão líquida de R$ 153,71 bilhões e apropriação positiva de juros de R$ 73,1 bilhões.

O que é a dívida pública

A dívida pública corresponde aos recursos obtidos pelo governo por meio da emissão de títulos, comprados por bancos, fundos e investidores, dentro e fora do país. O instrumento financia gastos quando a arrecadação é insuficiente para cobrir despesas correntes, programas sociais e investimentos.

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Fatores que explicam o crescimento

Diversos elementos pressionam o estoque da dívida:

  • Déficits fiscais: despesas superiores à arrecadação;
  • Juros elevados: aumentam o custo de remuneração dos títulos;
  • Baixo crescimento do PIB: deteriora a relação dívida/PIB;
  • Crises e gastos emergenciais: como os ocorridos na pandemia de Covid-19 (2020-2022);
  • Refinanciamento: emissão de novos papéis para quitar vencimentos anteriores.

Legado do governo anterior

No início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida já estava elevada. Entre 2016 e 2022, períodos dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, destacaram-se:

  • Gastos emergenciais na pandemia (2020-2021);
  • Desonerações e subsídios a combustíveis;
  • Enfraquecimento do teto de gastos e ausência de âncora fiscal rígida.

Projeções da Instituição Fiscal Independente (IFI) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam que, mantida a trajetória atual, a dívida poderá superar 84% do PIB até o fim de 2026.

Composição da dívida

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) respondeu por R$ 8,165 trilhões, impulsionada por emissões de títulos prefixados, indexados à inflação e remunerados por taxa flutuante. A dívida externa (DPFe) encerrou o período em R$ 314,9 bilhões após nova colocação no mercado internacional.

A participação dos papéis prefixados subiu de 21,44% para 22,07%, estratégia que busca aumentar a previsibilidade dos pagamentos futuros.

Quem detém os títulos e quanto custam

Instituições financeiras lideram a carteira da dívida com 33,2% de participação, seguidas por fundos de previdência e de investimento. O custo médio da DPF em 12 meses recuou para 11,69% ao ano, enquanto o custo específico da dívida interna avançou para 12,51%.

O Tesouro mantém reserva de liquidez de R$ 1,213 trilhão, volume suficiente para honrar compromissos até pelo menos o primeiro semestre de 2026 sem novas emissões.

Tesouro Direto em expansão

Em novembro, o programa Tesouro Direto registrou vendas de R$ 6,19 bilhões e estoque de R$ 205,41 bilhões. O número de investidores ativos chegou a 3,31 milhões, com maior procura por títulos indexados à Selic e ao IPCA.

Os dados reforçam o ritmo de crescimento da dívida e revelam o perfil dos investidores que sustentam o financiamento do setor público brasileiro.

Com informações de Sou de Palmas

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