Parlamentares de oposição usaram as redes sociais nesta sexta-feira (24) para contestar a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em Jacarta, na Indonésia, afirmou que “os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”. A declaração foi feita ao comentar operações dos Estados Unidos contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe.
Após a repercussão negativa, Lula disse que “mais importante do que as palavras são as ações que o meu governo vem realizando”. Mesmo assim, figuras da direita seguiram criticando o posicionamento do chefe do Executivo.
Reações no Congresso
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que o presidente inverte valores ao atribuir papel de vítima a criminosos. “Traficantes são vítimas dos usuários, assaltantes são vítimas dos assaltados, assassinos são vítimas dos mortos… Vítima é o povo brasileiro”, publicou no X.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou que, “no ritmo em que vai, daqui a pouco o PCC vira ONG”. Já o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) sugeriu que Lula deveria se submeter a um exame de sanidade mental.
Líder da oposição, o deputado Luciano Zucco (Republicanos-RS) disse que a fala mostra desconexão do governo com a realidade. “Enquanto famílias choram entes destruídos pelo vício, o presidente prefere tratar criminosos como vítimas”, escreveu.
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) acusou a esquerda de “romantizar o crime” e defendeu o fortalecimento da segurança pública. Na mesma linha, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou que, “talvez na cabeça do descondenado, o traficante seja o novo trabalhador oprimido”.
Imagem: André Coelho
Críticas fora do Parlamento
O ex-chefe da Comunicação Social do governo Jair Bolsonaro perguntou se a oposição poderá usar a declaração de Lula em futuras campanhas eleitorais, lembrando decisões judiciais que restringem peças publicitárias da direita.
A polêmica surge em meio a uma escalada de violência no país e a discussões sobre políticas de combate ao narcotráfico.
Com informações de Gazeta do Povo

