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Direita articula candidaturas ao Senado para 2026 e mira maioria contra abusos do STF

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Lideranças do Partido Liberal (PL) e do Novo intensificaram nas últimas semanas as conversas para lançar nomes competitivos ao Senado nas eleições de 2026. O objetivo declarado é alcançar pelo menos 41 cadeiras — ou 54, caso seja mantida a liminar do ministro Gilmar Mendes que endureceu as regras para impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — e, assim, viabilizar processos contra magistrados acusados de abuso de autoridade.

Atualmente, cerca de 70 pedidos de impedimento de membros do STF aguardam despacho na Presidência do Senado, tendo o ministro Alexandre de Moraes como principal alvo. Mesmo com a pressão de parte da bancada conservadora, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), não colocou nenhum desses requerimentos em análise.

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O pleito de 2026 renovará 54 assentos, número considerado decisivo para reverter a correlação de forças. “O jogo mais importante é o Senado porque ele é capaz de parar os ditadores de toga”, afirmou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em entrevista à Jovem Pan, no mês passado.

Principais cotados

A seguir, os nomes mapeados pelos partidos de direita que já anunciaram pré-candidatura ou são apontados como prováveis concorrentes:

Michelle Bolsonaro (PL-DF) – Presidente do PL Mulher desde 2023, a ex-primeira-dama percorre o país em eventos partidários e critica abertamente decisões do STF. Jair Bolsonaro reiterou que pretende lançá-la ao Senado.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) – Apesar de sinalizar interesse na Presidência, a direção do PL trabalha para que o deputado dispute o Senado. Residente nos Estados Unidos desde março de 2025, ele alega receio de ser preso ao retornar ao Brasil.

Carlos Bolsonaro (PL-SC) – Vereador no Rio de Janeiro, foi anunciado pelo pai como possível candidato por Santa Catarina, estado onde enfrenta resistência de correligionários como as deputadas Caroline De Toni e Júlia Zanatta.

Bia Kicis (PL-DF) – Ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, oficializou a pré-candidatura em novembro. Disputa espaço com Michelle Bolsonaro e o senador Izalci Lucas (PL), que tentará a reeleição.

Caroline De Toni (PL-SC) – Lidera pesquisa local divulgada em novembro. Diz ter recebido promessa de candidatura do governador Jorginho Mello, mas teme ser preterida pelo partido.

Ricardo Salles (Novo-SP) – Ex-ministro do Meio Ambiente, avalia concorrer ao Senado ou ao governo paulista, a depender da movimentação de Tarcísio de Freitas.

Guilherme Derrite (PP-SP) – Ganhou visibilidade como secretário de Segurança de São Paulo e relator do “PL Antifacção”. O PP deseja que seja opção para o governo estadual, mas ele mantém a intenção de disputar o Senado.

Deltan Dallagnol (Novo-PR) – Mesmo após perder o mandato de deputado em 2023, não foi declarado inelegível. Lidera pesquisa da Neokemp e conta com apoio do Novo para a disputa.

Cristina Graeml (União-PR) – Jornalista que chegou ao segundo turno na eleição municipal de Curitiba em 2024, confirmou a pré-candidatura ao Senado ao ingressar no União Brasil.

Filipe Barros (PL-PR) – Deputado federal próximo a Bolsonaro, pode disputar vaga ao Senado, mas aparece atrás de Deltan e Cristina nas pesquisas.

Marcel Van Hattem (Novo-RS) – Primeiro colocado em levantamento da Neokemp de novembro, oficializado pelo partido. No Rio Grande do Sul, o principal concorrente é o deputado Sanderson (PL).

Helio Lopes (PL-RJ) – Aliado de Jair Bolsonaro, enfrenta forte concorrência no Rio. O PL avalia transferi-lo para Roraima, reduto bolsonarista onde as chances de vitória seriam maiores.

Gustavo Gayer (PL-GO) – Lançado pelo PL no mês passado, terá pela frente o governador Ronaldo Caiado (União), a primeira-dama Gracinha Caiado e o ex-deputado Major Vitor Hugo (PL).

Gilson Machado (PL-PE) – Ex-ministro do Turismo, tem o endosso de Bolsonaro, mas enfrenta disputa interna com o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, e cogita mudar de partido.

Capitão Alberto Neto (PL-AM) – Confirmou a pré-candidatura em podcast e espera apoio de Bolsonaro. Os concorrentes devem incluir o governador Wilson Lima (União) e o senador Plínio Valério (PSDB), que tentará a reeleição.

Limites etários e reeleições

Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado mais votado do país em 2022, não poderá concorrer ao Senado por ainda não ter 35 anos completos em 2026. A tendência é que busque a reeleição na Câmara.

Entre os atuais senadores eleitos em 2018 que podem tentar novo mandato estão Carlos Viana (Podemos-MG), Izalci Lucas (PL-DF), Marcos do Val (Podemos-ES), Carlos Portinho (PL-RJ), Marcos Rogério (PL-RO), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Esperidião Amin (PP-SC). Eduardo Girão (Novo-CE) anunciou que disputará o governo cearense.

Os parlamentares eleitos em 2022 mantêm mandato até 2030. Nesse grupo estão Damares Alves (Republicanos-DF), Magno Malta (PL-ES), Tereza Cristina (PP-MS), Rogério Marinho (PL-RN), Sergio Moro (União-PR) e Jorge Seif (PL-SC), todos com perfil crítico ao STF.

Com informações de Gazeta do Povo

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