A cúpula nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) marcou para a tarde desta segunda-feira, 2 de janeiro, uma reunião destinada a destravar a montagem das chapas estaduais que serão apresentadas nas eleições de 2026.
O deputado José Guimarães (CE), coordenador do grupo de trabalho responsável pela tática eleitoral da sigla, informou que o encontro deverá encaminhar soluções para as divergências internas e confirmar os nomes que concorrerão aos governos estaduais com apoio petista, além das pré-candidaturas ao Senado.
Foco em alianças e no Congresso
Seguindo orientação aprovada em dezembro, o partido prioriza a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a formação de bancadas robustas na Câmara e, principalmente, no Senado. Por isso, a direção defende composições com legendas aliadas, mesmo que o PT não encabece as chapas estaduais.
Até o momento, o grupo avalia lançar até oito candidatos a governador — três deles buscando a reeleição —, o que pode resultar no menor número de disputas estaduais da história petista.
Candidaturas consideradas avançadas
- Bahia: Jerônimo Rodrigues (reeleição)
- Ceará: Elmano de Freitas (reeleição)
- Piauí: Rafael Fonteles (reeleição)
- Rio Grande do Norte: Cadu Xavier, atual secretário de Fazenda, apoiado pela governadora Fátima Bezerra
Possíveis nomes próprios
- Espírito Santo: Helder Salomão, deputado federal
- Rio Grande do Sul: Edegar Pretto, presidente da Conab
- Distrito Federal: Leandro Grass, ex-candidato ao Palácio do Buriti em 2022
Estados ainda indefinidos
Quatro unidades da Federação seguem sem definição:
- São Paulo: dirigentes pressionam o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a disputar o governo; ele resiste.
- Minas Gerais: Lula manifesta preferência pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD), que reluta; setores locais cogitam lançar um nome do PT.
- Mato Grosso do Sul: Fábio Trad foi lançado como pré-candidato, mas a direção avalia que a ausência da ministra Simone Tebet (MDB) no palanque pode dificultar a campanha.
- Maranhão: parte do diretório quer romper o acordo com o governador Carlos Brandão e apoiar o vice Felipe Camarão (PT).
Resolução de dezembro
O documento aprovado no fim de 2023 determina a construção de palanques amplos nos estados e classifica o Senado como prioridade estratégica para garantir a governabilidade de um eventual novo mandato de Lula. Segundo a resolução, cada vaga em disputa deverá ser tratada como decisiva para a aprovação de reformas consideradas essenciais pelo Planalto.
As discussões desta segunda-feira servirão de base para que o PT consolide sua tática nacional e alinhe, estado por estado, as alianças que sustentem a campanha presidencial e as chapas proporcionais.
Com informações de Metrópoles

