Uma pesquisa da AtlasIntel divulgada em março de 2026 indica que 60% dos brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF), percentual mais alto registrado desde o início do levantamento. O dado marca um ponto de tensão para a Corte, pressionada pelos desdobramentos do chamado “caso Master”.
O que é o caso Master
O escândalo envolve o processo de liquidação de um banco e trouxe questionamentos sobre a competência do STF para julgar o tema. A percepção de favorecimento a interesses privados, somada ao grau de sigilo adotado nos autos, ampliou o desgaste entre ministros e opinião pública. Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados acreditam que integrantes da Corte participaram diretamente de manobras no processo.
Avaliação individual dos ministros
Os índices variam de acordo com cada magistrado. Gilmar Mendes lidera a rejeição, com 67% de imagem negativa. Alexandre de Moraes aparece em seguida, com 59% de desaprovação. No outro extremo, André Mendonça registra a melhor avaliação, com 43% de aprovação, e Flávio Dino surge logo depois, com 40% de imagem positiva.
Pressão sobre Dias Toffoli
O ministro Dias Toffoli tornou-se alvo de forte cobrança popular: 49,3% dos entrevistados defendem seu impeachment imediato, enquanto 33,7% condicionam a saída à comprovação de irregularidades. Especialistas observam, porém, que a permanência de Toffoli como relator do caso contou com apoio interno dos demais ministros.
Impacto político e confiança no Congresso
O levantamento também captou expectativas sobre as próximas eleições para o Senado. Parte dos entrevistados considera a renovação da Casa essencial para processos de responsabilização de ministros, caso a direita conquiste maioria e reduza a influência do “Centrão”. Entretanto, 86% afirmam não confiar no Congresso, cenário que, para analistas, pode elevar a abstenção eleitoral.
Percepção de parcialidade no Judiciário
Seis em cada dez brasileiros avaliam que o Judiciário atua de forma parcial, usando processos penais para atingir adversários políticos. A leitura de que o STF se converteu em ator político central contribui para o índice recorde de desconfiança observado em 2026.
Com informações de Gazeta do Povo

