Brasília – A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) apresentou nesta segunda-feira (30) uma notícia de fato à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo que o ex-presidente Jair Bolsonaro retorne imediatamente ao regime fechado de prisão. A parlamentar alega que o ex-chefe do Executivo burlou restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao permitir a divulgação de vídeos feitos por terceiros.
O pedido foi protocolado depois que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, afirmou durante evento conservador no Texas (Estados Unidos) que estava “mostrando” as imagens ao pai. Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária por razões médicas, monitorado por tornozeleira eletrônica e proibido de usar celular ou redes sociais, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.
Medidas cautelares questionadas
No documento, Talíria sustenta que a gravação feita por Eduardo, somada a vídeos publicados pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro no YouTube, caracteriza “claro desvirtuamento” das condições fixadas pela Corte. A deputada solicita que a PGR peça a Moraes a revogação da prisão domiciliar humanitária e determine o retorno de Bolsonaro à Papudinha, no Distrito Federal, onde esteve detido anteriormente.
Prazo para explicações
Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes intimou a defesa de Bolsonaro a esclarecer, em até 24 horas, a declaração de Eduardo. No registro divulgado nas redes sociais, o ex-parlamentar aparece com um celular na mão e diz: “Estou gravando para mostrar ao meu pai. Vou provar a todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento prendendo de forma injusta o líder desse movimento”.
A fala repercutiu antes mesmo da determinação de Moraes. Em publicação posterior, Eduardo Bolsonaro minimizou a situação: “Gravei minha entrada no CPAC e disse que meu pai veria as imagens. Eis o ‘crime’, pois argumentam que meu pai não pode ter acesso a redes sociais – e olha que nem disse quando ele as veria”.
Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar recentemente e cumpre a detenção domiciliar em sua residência, seguindo orientações médicas e as medidas judiciais já estipuladas.
Com informações de G1

