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Demência LATE pode explicar parte dos diagnósticos de Alzheimer, apontam estudos

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Uma forma de demência reconhecida recentemente, a LATE (Encefalopatia TDP-43 relacionada à idade predominantemente límbica), vem sendo associada a casos anteriormente classificados como doença de Alzheimer. Pesquisadores estimam que a condição atinja cerca de um terço dos indivíduos com mais de 85 anos e aproximadamente 10% daqueles acima dos 65.

O que é a LATE

A LATE compromete, sobretudo, a memória e costuma progredir de maneira mais lenta do que o Alzheimer. Enquanto o Alzheimer altera também planejamento, organização, humor e comportamento, a LATE permanece, em muitos pacientes, restrita aos problemas de recordação de informações.

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Impacto nos diagnósticos

Segundo o neurologista Greg Jicha, da Universidade de Kentucky, um em cada cinco pacientes atendidos em sua clínica, inicialmente diagnosticados com Alzheimer, na verdade apresenta LATE. A identificação mais precisa vem sendo possível graças a exames de imagem e análises post-mortem do tecido cerebral.

Diferenças biológicas

As duas doenças seguem caminhos distintos no cérebro. O Alzheimer está ligado ao acúmulo das proteínas amiloide e tau, enquanto a LATE se associa a depósitos anormais da proteína TDP-43. De acordo com Pete Nelson, codiretor do Centro Sanders-Brown, a combinação de Alzheimer e LATE leva a uma evolução mais rápida e grave do que qualquer uma das enfermidades isoladamente.

Como os médicos distinguem as duas condições

  • Início dos sintomas em idade mais avançada;
  • Comprometimento predominantemente da memória;
  • Ausência de placas de amiloide nos exames;
  • Atrofia do hipocampo mais acentuada.

Limitações terapêuticas e pesquisas em curso

Medicamentos atuais para Alzheimer, que agem sobre a proteína amiloide, não trazem benefícios para pacientes com LATE puro. Para buscar alternativas, a Universidade de Kentucky conduz um ensaio clínico com nicorandil — fármaco usado contra angina — na tentativa de proteger o tecido cerebral e retardar o encolhimento do hipocampo.

Demência LATE pode explicar parte dos diagnósticos de Alzheimer, apontam estudos - Imagem do artigo original

Imagem: LightField Studios

Especialistas acreditam que o reconhecimento da LATE ajudará a justificar resultados modestos de terapias contra Alzheimer e, futuramente, permitirá tratamentos mais direcionados.

Com informações de Olhar Digital

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