A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encaminhou nesta quinta-feira (8) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedido para que o político receba uma Smart TV e assistência religiosa na Sala de Estado-Maior onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Os advogados Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser afirmaram que o “direito à informação” integra as garantias mínimas asseguradas a qualquer pessoa sob custódia do Estado. Segundo a defesa, o aparelho seria fornecido pela família e seria usado apenas para acompanhar canais de notícias, inclusive por serviços de streaming como o YouTube, sem acesso às redes sociais.
No mesmo requerimento, a banca solicitou autorização para a entrada do bispo Robson Lemos Rodovalho e do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni a fim de prestar atendimento espiritual ao ex-mandatário. Os encontros, de acordo com o documento, ocorreriam individualmente, sob supervisão institucional, sem interferir na rotina do presídio.
Condições da cela
Bolsonaro ocupa um espaço de aproximadamente 12 m², equipado com cama de solteiro, armários, mesa, frigobar, ar-condicionado, janela e banheiro privativo. Um vídeo divulgado após a prisão mostra a existência de uma televisão na sala, mas a defesa pretende substituir o aparelho por um modelo conectado à internet.
Ruído do ar-condicionado
Na semana anterior, os advogados já haviam notificado Moraes sobre o barulho contínuo do sistema de ar-condicionado do prédio. A Polícia Federal reconheceu o ruído, mas informou que não há solução simples para reduzi-lo nem possibilidade de transferir o detento para outra sala.
Com informações de Gazeta do Povo

