01/11/2025 – Uma série de confrontos entre organizações criminosas no Rio de Janeiro desencadeou reações em cadeia no Poder Executivo, nos governos estaduais e no Supremo Tribunal Federal (STF). A escalada da violência levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a encaminhar ao Congresso o Projeto de Lei Antifacção, enquanto governadores formaram um consórcio de segurança e ministros do STF passaram a acompanhar o caso de perto.
Projeto de lei do governo
Lula enviou ao Parlamento uma proposta batizada de PL Antifacção, que endurece punições e amplia instrumentos de combate ao crime organizado. O texto foi prontamente contestado pelo senador Sergio Moro (União-PR), que apresentou sugestões de alteração.
Articulação dos governadores
Chefes de Executivo estaduais, tanto da base aliada quanto da oposição, criaram um consórcio para apoiar ações de segurança no Rio. O movimento fez crescer o atrito com o Palácio do Planalto, que criticou declarações de alguns governadores sobre possível intervenção estrangeira no país.
STF entra em cena
O ministro Alexandre de Moraes anunciou viagem ao Rio para ouvir o governador Cláudio Castro (PL) sobre a crise. Paralelamente, o partido do deputado Lindbergh Farias (PT) protocolou pedido no STF para afastar Castro do cargo. Siglas aliadas ao governo também solicitaram que familiares de vítimas tenham acesso ao Instituto Médico-Legal.
Movimentações judiciais paralelas
A Defensoria Pública pediu ao Supremo que rejeite denúncia contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Já o Ministério Público Federal denunciou um advogado que chamou Lula de “ex-presidiário”. Em outra frente, a Justiça abriu investigação contra o juiz Eduardo Appio por suspeita de furto.
Homenagens e estratégia eleitoral
Alexandre de Moraes e o ex-ministro José Dirceu vão receber uma medalha oficial. No campo político, o ministro Guilherme Boulos (PSOL) foi escalado para coordenar a campanha de rua pela reeleição de Lula.
Imagem: Joéds Alves
Pressões na economia
Nos Correios, um empréstimo bilionário é visto por especialistas como medida temporária para evitar o colapso da estatal; bancos ainda resistem a liberar o valor. Em outro debate, um ministro sugeriu substituir a carteira de trabalho pelo cartão do Bolsa Família, provocando críticas.
Nova operação da PF
A Polícia Federal deflagrou mais uma etapa de apuração sobre suposto desvio de emendas parlamentares, ampliando a lista de investigações que movimentam Brasília.
As iniciativas de Executivo, Legislativo e Judiciário ocorrem em meio à intensificação da violência no Rio, que expôs o poderio das facções e reacendeu discussões sobre segurança pública e colaboração entre os entes federados.
Com informações de Gazeta do Povo

