A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (19), requerimentos de convite ao atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ao ex-comandante da autarquia, Roberto Campos Neto. Como se trata de convite, ambos podem optar por comparecer ou não às reuniões.
Os parlamentares também autorizaram pedido para que a CPI do Crime Organizado compartilhe documentos e dados do empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero.
Prazo apertado
A CPMI do INSS deve encerrar os trabalhos na próxima semana e tem apenas mais duas sessões agendadas, o que pode dificultar a realização das oitivas de Galípolo e Campos Neto.
Tentativa de prorrogação
Na sexta-feira passada (14), a comissão ingressou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo mais tempo para investigar. O relator sorteado é o ministro André Mendonça, que também analisa processos sobre descontos indevidos do INSS envolvendo o Banco Master.
Resistência no Senado
Embora o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tenha prerrogativa para prorrogar a CPMI, ele se declara contra a extensão do prazo. A interlocutores, o senador argumenta que a comissão pouco avançou na apuração sobre descontos irregulares e virou palco político após vazamentos de documentos sigilosos.
Com o calendário apertado e indefinição sobre a prorrogação, a presença de Galípolo e Campos Neto dependerá do desfecho no STF e da disponibilidade dos convidados.
Com informações de G1

