O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), negou nesta segunda-feira (26) ter ocorrido qualquer “manobra regimental” na votação que autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Votação contestada
O requerimento foi aprovado em meio a confusão no plenário. Parlamentares governistas cercaram a mesa diretora para protestar, alegando erro na contagem. Viana afirmou ter “contado duas vezes” e garantiu que havia quórum: “Trinta e um estavam presentes e apenas sete votaram contra; a pauta está aprovada”, disse.
Interrupção e tumulto
A discussão provocou empurra-empurra e levou à suspensão da sessão por 15 minutos, acompanhada da interrupção da transmissão pela TV Câmara. Após o intervalo, os trabalhos foram retomados.
Argumentos dos governistas
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) contestou o resultado. Segundo ele, 14 parlamentares se manifestaram contra o requerimento, o que invalidaria a aprovação na votação simbólica. Pimenta pediu a anulação do ato e ameaçou recorrer ao presidente do Congresso Nacional e ao Conselho de Ética, caso o resultado fosse mantido.
Outros requerimentos
Na mesma reunião, foi rejeitado um pedido para convocar o senador Flávio Bolsonaro (PL) a depor. Viana afirmou que o governo tentou votar todos os requerimentos em bloco, mas ele decidiu colocar em pauta apenas nomes “ligados à investigação”.
Com informações de G1

