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CPI do INSS autoriza quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou na manhã desta quinta-feira (26) o requerimento que determina a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Motivo da medida

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), justificou a decisão citando mensagens interceptadas pela investigação. Segundo o parlamentar, os diálogos indicam que Lulinha teria atuado como sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Em uma das conversas, Camilo teria afirmado que um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger seria para “o filho do rapaz”, referência atribuída ao empresário.

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Quem é Lulinha

Nascido em 1975, Fábio Luís formou-se em Biologia pela Universidade Paulista (UNIP) e iniciou a carreira como monitor no Zoológico de São Paulo. Distante dos holofotes na juventude, ganhou projeção ao tornar-se sócio da Gamecorp, posteriormente rebatizada como G4 Entretenimento. A empresa passou a produzir conteúdo para TV por assinatura, telefonia e internet, firmando contratos milionários com grandes grupos de telecomunicações, entre eles a Telemar/Oi.

Os aportes recebidos pela Gamecorp colocaram Lulinha no centro de disputas políticas e judiciais que se estendem há anos. Seu nome também foi mencionado na Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido recursos de investigados. Mais recentemente, apareceu em documentos apreendidos pela Polícia Federal e foi citado na CPMI que apura a chamada “Farra do INSS”. Aliados afirmam que ele não é investigado formalmente em parte desses processos e que muitas menções seriam relatos indiretos.

Clima tenso na CPMI

A sessão que aprovou a quebra de sigilo terminou em confusão. Parlamentares governistas se dirigiram à mesa para protestar contra o resultado, gerando empurra-empurra. Socos chegaram a ser desferidos, mas não atingiram ninguém. Deputados Rogério Correa (PT-MG), Evair de Melo (PP-ES), Luiz Lima (Novo-RJ) e o próprio relator Alfredo Gaspar precisaram ser contidos.

Com a decisão, dados bancários de Fábio Luís Lula da Silva serão enviados à CPMI para análise. A comissão segue apurando supostas fraudes em benefícios do INSS.

Com informações de G1

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