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Conflito liderado por EUA e Israel contra o Irã completa quatro semanas

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O ataque aéreo conjunto realizado por Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, que matou o líder supremo Ali Khamenei e outras autoridades de Teerã, chega à quarta semana de confrontos sem previsão de encerramento. O presidente norte-americano Donald Trump, que iniciou a operação sem autorização do Congresso, afirmara que a guerra terminaria “em poucos dias”.

Situação militar

Desde o bombardeio inicial, forças norte-americanas e israelenses vêm intensificando ações para impedir que o Irã desenvolva armamento nuclear — motivo alegado por Washington e Tel Aviv para a ofensiva. Em resposta, Teerã fechou o Estreito de Ormuz, corredor por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial e 25% do gás natural liquefeito, liberando apenas embarcações autorizadas e ameaçando atacar as demais.

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Na quinta-feira, 21 de março, mísseis norte-americanos e israelenses atingiram o complexo nuclear de Natanz. No dia seguinte, um projétil iraniano alcançou a cidade de Dimona, no sul de Israel, ferindo aproximadamente 100 pessoas.

Declarações contraditórias de Trump

O presidente dos EUA faz pronunciamentos diários sobre o conflito. Na noite de sexta-feira, 20 de março, mencionou a possibilidade de “desacelerar” a campanha militar; 24 horas depois, ameaçou destruir usinas de energia iranianas caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto “totalmente e sem ameaças” em 48 horas.

Postura de Israel

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a guerra seguirá “pelo tempo necessário” para garantir a segurança israelense, ampliando as operações também contra alvos no Líbano.

Impacto econômico

Nos seis primeiros dias, o conflito custou aos Estados Unidos US$ 12,7 bilhões. O Pentágono solicitou mais US$ 200 bilhões para manter as ações. O barril do petróleo já atinge US$ 125 no mercado internacional.

Repercussão internacional

Participando da cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Bogotá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a inação do Conselho de Segurança da ONU diante de crises como Faixa de Gaza, Iraque, Líbia, Ucrânia e, agora, Irã. Sem mencionar Trump, Lula afirmou: “Não é possível que alguém pense que é dono de outros países”. Ele também questionou as justificativas para a invasão norte-americana ao Iraque em 2023, iniciada sob a alegação — nunca comprovada — de posse de armas químicas.

Reservas de petróleo

Segundo dados citados no debate, as cinco maiores reservas mundiais de petróleo estão na Venezuela (303 bilhões de barris), Arábia Saudita (297 bilhões), Canadá (168 bilhões), Irã (208 bilhões) e Iraque (145 bilhões).

Com a escalada de ataques, líderes e analistas internacionais alertam para o risco de o confronto se transformar em guerra regional, possibilidade já antecipada pelo próprio Khamenei no início de fevereiro.

Com informações de Metrópoles

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