São Paulo, 2/3 – As cotações do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira, refletindo a escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O tipo Brent avançava 8,2% nas últimas 24 horas, alcançando US$ 79,21 por barril nas primeiras horas do dia.
No domingo (1º/3), o preço já havia saltado 10% e se aproximado de US$ 80. Analistas do mercado não descartam que a commodity ultrapasse a marca de US$ 100 caso as hostilidades se prolonguem.
Impacto nos mercados
Os contratos futuros das principais bolsas norte-americanas operavam em terreno negativo. Por volta das 8h (horário de Brasília), o S&P 500 futuro recuava 1,09%, enquanto Dow Jones cedia 1,17% e Nasdaq, 1,43%. A B3 ainda não havia iniciado os negócios.
A volatilidade decorre, em grande parte, de interrupções logísticas. Gigantes do setor energético e tradings suspenderam o envio de petróleo, combustíveis e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz, rota responsável por aproximadamente 20% do fluxo mundial da commodity.
Escalada no Oriente Médio
No sábado (28/2), forças de Israel e dos Estados Unidos realizaram ataques aéreos coordenados contra alvos estratégicos no Irã, atingindo centros de comando e posições militares. Teerã confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo desde 1989, além de outros altos oficiais e familiares.
O governo iraniano decretou 40 dias de luto nacional. Em resposta, unidades iranianas e grupos aliados lançaram mísseis e drones contra posições israelenses e bases americanas no Golfo, atingindo áreas em Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos e provocando alertas em cidades como Tel Aviv e Jerusalém.
Na última sexta-feira (27/2), antes da ofensiva, o Brent encerrou a sessão a US$ 73, maior patamar desde julho, já sinalizando preocupação com a segurança do fornecimento.
Com a continuidade dos enfrentamentos e o risco de novos bloqueios no Estreito de Ormuz, investidores monitoram de perto a trajetória dos preços e a possível repercussão sobre a economia global.
Com informações de Metrópoles

