O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPMI do Crime Organizado, afirmou que suspeitas de lobby e de “venda de acesso” a gabinetes de tribunais superiores acenderam um sinal de alerta no Congresso. A declaração foi feita em episódio do podcast “15 Minutos” da Gazeta do Povo, publicado em 10 de dezembro de 2025.
Vieira criticou o que considera excesso de atenção às infrações de rua em detrimento de investigações sobre a infiltração do crime organizado no Poder Judiciário. Segundo o senador, escritórios de advocacia ligados a familiares de ministros do STF e do STJ seriam usados para intermediar decisões judiciais favoráveis a clientes.
Entre os casos citados, Vieira mencionou a atuação da esposa do ministro Alexandre de Moraes em processos sensíveis e questionou decisão do ministro Dias Toffoli que beneficiou o Banco Master, alvo de escândalo financeiro recente. Para o parlamentar, esses episódios ilustram a necessidade de mecanismos de controle mais rígidos sobre a atuação de magistrados e seus familiares.
Como resposta, o relator da CPMI defendeu a criação de um código de ética para juízes, inspirado em modelos internacionais. Durante o programa, comparou os valores milionários pagos a escritórios de advocacia no Brasil com a remuneração adicional recebida por juízes constitucionais na Alemanha, sugerindo que os números nacionais expõem a gravidade das suspeitas.
Imagem: Gazeta do Povo
Vieira adiantou que pretende incluir as denúncias contra ministros do STF e STJ no relatório final da comissão, previsto para ser apresentado no início de 2026. Ele reforçou que, caso confirmadas irregularidades, parlamentares poderão pedir o indiciamento dos envolvidos.
Com informações de Gazeta do Povo

