Comerciantes da região sul de Palmas relataram à imprensa local que têm recebido fardos de refrigerantes em condições que consideram inadequadas para venda ao público. Segundo eles, as embalagens chegam cobertas por poeira, areia e outros resíduos visíveis nas tampas e no lacre das garrafas.
Imagens e vídeos enviados pelos lojistas mostram acúmulo de terra na parte superior dos vasilhames e sujeira aparente na camada externa dos plásticos que envolvem os fardos. Um dos empresários, que preferiu não se identificar, afirmou que a situação não é isolada e já ocorreu em outras remessas destinadas a diferentes estabelecimentos da capital tocantinense.
“Reclamei com o vendedor, ele me passou o contato do gerente. Enviei o vídeo, ele mandou para outra pessoa e ninguém resolveu. Um disse que precisava abrir chamado, outro apenas respondeu ‘beleza’”, relatou o comerciante.
Validade próxima do limite
Além da falta de higiene, parte das bebidas estaria chegando com data de validade prestes a expirar. Os lojistas afirmam que, mesmo diante do problema, continuam adquirindo os refrigerantes em razão das condições comerciais oferecidas, mas cobram melhorias no padrão de entrega e armazenamento.
Críticas à fiscalização
O comerciante ouvido também questionou o que considera desequilíbrio na atuação dos órgãos de vigilância sanitária: “A fiscalização aperta quem é pequeno, mas com as grandes empresas isso não acontece?”, declarou.
Empresa citada
Documentos apresentados pelos denunciantes identificam a Refrescos Bandeirantes, sediada em Palmas, como destinatária dos lotes questionados. Até o momento, a empresa não se pronunciou. O espaço permanece aberto para manifestação.
Com informações de Sou de Palmas

