O jornalista Alexandre Garcia publicou, às 21h de 7 de setembro de 2025, a coluna “STF inventou crise por processo que deveria estar em pequenas causas”, na Gazeta do Povo. No texto, ele afirma que o Supremo Tribunal Federal estaria gerando uma crise institucional ao julgar um processo que, segundo sua avaliação, poderia ser tratado em juizado de pequenas causas.
Garcia menciona dois discursos feitos durante as comemorações do Dia da Independência. O primeiro, de uma jovem de 17 anos identificada como filha de “Clesão”, defendeu anistia para pessoas que o colunista classifica como “injustiçadas”. O segundo, do governador de São Paulo, teria pressionado o relator da proposta de anistia na Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), ao citar a existência de 350 votos favoráveis ao projeto.
O autor questiona se o STF considerou o “devido processo legal” nos julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro e afirma que a solução para o “clima de inquietação” estaria no Senado. Ele observa ainda que, na cerimônia oficial de 7 de setembro, nem o presidente do Senado nem o presidente do STF ocuparam a tribuna onde estava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Críticas ao discurso de Lula sobre soberania
Ao comentar a fala de Lula, que destacou a necessidade de proteger a soberania nacional, Garcia cita a atuação de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), em áreas do Rio de Janeiro e da Amazônia. Segundo ele, esses grupos estariam controlando territórios e comercializando ouro ilegalmente, inclusive com compradores na Venezuela.
Referência a carta de Donald Trump
O colunista também reproduz trechos de uma carta que, de acordo com ele, foi enviada pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump em 9 de julho. No documento, Trump classificaria como “caça às bruxas” um julgamento em curso no Brasil, anunciaria tarifa de 50% a partir de 1º de agosto e condicionaria a revisão da medida à abertura de mercados brasileiros.
Imagem: Marcelo Camargo
Garcia conclui citando passagens do Evangelho de Lucas (14:31-32) sobre avaliar forças antes de entrar em confronto, relacionando-as à necessidade de negociação mencionada por Trump.
Com informações de Gazeta do Povo

