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Citação a Lulinha em relatório da PF nasce de amizade com empresária envolvida em investigação do INSS

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A inclusão do nome de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, em um relatório da Polícia Federal sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decorre de sua relação de amizade com a empresária Roberta Luchsinger. A informação aparece nos documentos da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

Alcance da investigação

Apesar da menção, Lulinha não é investigado pela PF e não há provas materiais que o vinculem diretamente ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como principal articulador do esquema. A reportagem buscou contato com Fábio e sua defesa há três semanas, sem retorno.

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Pagamentos sob análise

A nova fase da operação investiga cinco transferências de R$ 300 mil cada feitas por Antunes à empresa de Roberta Luchsinger. Em mensagens interceptadas, o empresário cita que o dinheiro seria entregue ao “filho do rapaz”, sem identificar o destinatário. Em outro diálogo, a própria Roberta tenta acalmá-lo: “na época do Fábio falaram de Friboi, de um monte de coisa, maior igual agora com você”. Até o momento, os investigadores não confirmaram se a referência é a Fábio Luís.

Disputa na CPMI do INSS

Na CPMI do INSS, instalada em setembro para apurar o caso, parlamentares da oposição acusam governistas de proteger o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um requerimento para convocar Lulinha foi rejeitado em 4 de dezembro, mas a oposição apresentou novo pedido após a divulgação dos pagamentos a Roberta.

Possíveis viagens a Portugal

Depoimento do ex-assessor de Antunes, Edson Claro, indica que Lulinha e o “Careca do INSS” teriam viajado juntos a Portugal. Uma das passagens citadas seria em novembro de 2024, na primeira classe de um voo que partiu de Guarulhos (SP) para Lisboa.

Pronunciamentos oficiais

Em 28 de dezembro, o presidente Lula afirmou que “ninguém ficará livre” de investigação, inclusive familiares, se houver indícios de participação no esquema. Dois dias antes, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, evitou dar detalhes sobre a citação ao filho do presidente, alegando sigilo.

Outros citados e investigações anteriores

O irmão do presidente, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, vice-presidente do Sindnapi, também aparece na investigação. Já Fábio Luís foi alvo da Operação Mapa da Mina em 2019, que apurava repasses de até R$ 193 milhões. O caso foi arquivado em janeiro de 2022 depois que o Supremo Tribunal Federal declarou ilícitas as provas obtidas sob decisão do então juiz Sergio Moro.

Indenização por dano moral

Em março de 2024, a Justiça de São Paulo condenou um lobista a pagar cerca de R$ 32 mil a Lulinha por tê-lo chamado de “idiota” em entrevista de 2006. A decisão transitou em julgado em setembro de 2023.

Defesas

Em nota enviada em outubro, o advogado Marco Moreira de Carvalho declarou que Lulinha “não tem relação direta ou indireta” com as fraudes do INSS e é alvo de “ódio e mentiras” nas redes sociais. A defesa de Roberta Luchsinger afirmou que ela nunca participou de descontos no INSS e que Antunes a procurou para negócios envolvendo canabidiol.

Até agora, não há indícios formais que coloquem Fábio Luís da Silva no rol de investigados, mas a CPMI pretende insistir na convocação para esclarecer as citações em relatórios e depoimentos.

Com informações de Gazeta do Povo

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