Um estudo conduzido no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e publicado na revista Biodiversidade identificou cinco espécies de flores que funcionam como “paradas obrigatórias” para beija-flores e borboletas em áreas urbanas. Ao longo da investigação, os pesquisadores analisaram mais de 150 tipos de plantas para compreender quais características atraem com mais frequência esses polinizadores.
Formato e cor fazem diferença
Segundo os autores, flores com grande oferta de néctar e pólen, cores vibrantes e formatos tubulares ou em escova chamam a atenção de aves e insetos. Além disso, o período de floração contínua contribui para manter o fluxo de visitas durante todo o ano.
Jardins como refúgios ecológicos
A pesquisa mostra que o cultivo das cinco espécies selecionadas transforma quintais, varandas e espaços públicos em refúgios naturais. O aumento da presença de beija-flores e borboletas melhora a polinização, fortalece a biodiversidade local e gera mais movimento e sons nos jardins.
Os especialistas destacam que, mesmo em pequenos espaços urbanos, é possível perceber rapidamente o efeito dessas plantas: os pássaros se aproximam em busca de alimento e as borboletas passam a frequentar o ambiente com maior regularidade.
Embora o estudo detalhe as cinco espécies preferidas, os pesquisadores enfatizam que qualquer flor rica em néctar, com coloração intensa e floração longa tende a atrair polinizadores. O segredo, afirmam, é combinar beleza, facilidade de cultivo e diversidade vegetal para criar um ecossistema equilibrado.
Imagem: inteligência artificial
O trabalho reforça ainda que a preservação de polinizadores é essencial para a reprodução de inúmeras plantas e, consequentemente, para a manutenção de cadeias alimentares e serviços ambientais nas cidades.
Com informações de Olhar Digital

