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Ciclo de vida dos chips encolhe e acende alerta de bolha na corrida da IA

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A forte demanda por inteligência artificial levou o setor de tecnologia a aplicar cerca de US$ 400 bilhões (cerca de R$ 2 trilhões) em chips e centros de dados somente neste ano, mas o ritmo de inovação vem encurtando drasticamente a vida útil desses componentes, segundo especialistas ouvidos pela agência AFP e pelo site TechXplore.

Modelos superados em menos de um ano

Antes do avanço da IA generativa, provedores de computação em nuvem projetavam manter servidores e processadores por aproximadamente seis anos. Hoje, desgaste físico e obsolescência tecnológica reduzem essa expectativa para dois ou três anos.

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Exemplo recente é a Nvidia. Menos de 12 meses depois de lançar o chip Blackwell, a companhia anunciou o Rubin, previsto para 2026 e estimado em 7,5 vezes mais desempenho. O próprio CEO Jensen Huang reconheceu que, após a chegada do Blackwell, a procura pela geração anterior caiu quase a zero.

Queda brusca de valor

O analista Gil Luria, da D.A. Davidson, calcula que processadores voltados a IA podem perder de 85% a 90% do valor em três a quatro anos. Para investidores como Michael Burry — conhecido por prever a crise imobiliária de 2008 — a velocidade dessa depreciação lembra a formação de uma bolha; em publicação recente, ele chegou a classificar o cenário como “fraude”.

Falhas aumentam custos

Além da desvalorização acelerada, a confiabilidade do hardware preocupa. Estudo da Meta sobre o modelo Llama aponta taxa anual de falhas de 9% nos chips empregados, reflexo do trabalho contínuo e do aquecimento intenso em operações de IA.

Quem corre mais risco

Grandes grupos como Google, Amazon e Microsoft diluem o impacto graças a fontes diversas de receita. Empresas focadas quase exclusivamente em infraestrutura de IA, porém, enfrentam riscos maiores, entre eles:

Ciclo de vida dos chips encolhe e acende alerta de bolha na corrida da IA - Imagem do artigo original

Imagem: Hair

  • Endividamento elevado para adquirir novos processadores;
  • Dependência de poucos clientes de nuvem;
  • Centros de dados que exigem atualizações constantes;
  • Uso de chips como garantia em empréstimos;
  • Dificuldade de captar recursos caso a rentabilidade diminua.

Estratégias de sobrevida

Alguns operadores tentam aproveitar gerações anteriores em tarefas menos críticas. De acordo com Jon Peddie, da Jon Peddie Research, modelos lançados em 2023 ainda podem funcionar como reserva ou para aplicações secundárias, desde que o retorno financeiro compense.

A combinação de investimentos bilionários, falhas frequentes e obsolescência relâmpago reforça a preocupação de analistas com o equilíbrio financeiro de parte da indústria de IA.

Com informações de Olhar Digital

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