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Centrais sindicais do Brasil condenam ação militar dos EUA e prestam apoio à Venezuela

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Brasília – Seis das principais centrais sindicais brasileiras divulgaram nota nesta sexta-feira, 17 de outubro de 2025, em que classificam como “perigosa escalada imperialista” a operação autorizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela.

Assinada por Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Intersindical, a manifestação alega que o real objetivo de Washington é “recolonizar” a América Latina, e não combater o narcotráfico, motivo apresentado oficialmente pela Casa Branca.

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Ação militar contestada

O comunicado foi divulgado dois dias depois de Trump anunciar, na quarta-feira (15), que considera ampliar para operações terrestres a ofensiva já em curso no Caribe. Segundo o republicano, navios norte-americanos patrulham a área e realizam bombardeios a embarcações suspeitas, que, de acordo com o governo dos EUA, transportariam “drogas suficientes para causar milhares de overdoses”.

Na mesma ocasião, o presidente confirmou a autorização para que a Agência Central de Inteligência (CIA) execute missões encobertas em solo venezuelano. Ele também mencionou o envio de oito navios de guerra à costa do país vizinho e o sobrevoo de bombardeiros estratégicos B-52 sobre o território comandado por Maduro.

Críticas e apelos

Para as centrais sindicais brasileiras, a iniciativa norte-americana “reproduz práticas da Guerra Fria” e ameaça desencadear “um novo ciclo de guerras e instabilidade” na região. As entidades sustentam que o discurso de defesa da democracia encobre interesses de grupos venezuelanos “ligados a Washington” e pedem mobilização de movimentos populares e de governos latino-americanos, “em especial o brasileiro”, para deter a ofensiva.

O texto é assinado por Antônio Neto (CSB), Sérgio Nobre (CUT), Miguel Torres (Força Sindical), Ricardo Patah (UGT), Adilson Araújo (CTB) e Nilza Pereira de Almeida (Intersindical). Todos conclamam a defesa da “soberania, do diálogo e da autodeterminação dos povos” e encerram a nota com a frase: “não à guerra, não à intervenção, sim à paz e à integração latino-americana”.

Com informações de Gazeta do Povo

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