O carnavalesco André Rodrigues anunciou sua saída da Portela depois de problemas enfrentados pela escola de samba durante o desfile de domingo (15/2), na Marquês de Sapucaí. Segundo ele, a decisão foi tomada de forma voluntária logo após a falha de um carro alegórico que atrasou a apresentação do segmento da Velha Guarda.
“Eu não deveria ser a única pessoa na armação que sabia destravar um carro alegórico para garantir que a Velha Guarda desfilasse, mas eu era e fiz”, declarou o artista em publicação nas redes sociais. Rodrigues afirmou que, mesmo sem se considerar “um artista perfeito”, carregou responsabilidades “além da sua função” para assegurar o andamento do desfile.
No desabafo, o carnavalesco relatou ataques virtuais recebidos nos últimos anos e disse que até sua filha, de apenas quatro meses, virou alvo nas redes. “O ódio de internet não me assusta, mas me faz repensar prioridades”, escreveu, lamentando o tempo distante da família durante a preparação do carnaval.
Rodrigues agradeceu ao amigo Junior Escafura e à Velha Guarda da Portela, destacando o aprendizado obtido com o grupo. O profissional não detalhou próximos passos na carreira após a saída.
Problema no último carro
A Portela, terceira escola a entrar na avenida já na madrugada de segunda-feira (16/2), enfrentou atraso no carro alegórico da Velha Guarda. A alegoria demorou a acessar a pista, criou um grande vazio entre alas e obrigou a escola a interromper momentaneamente o desfile para aguardar o veículo. Integrantes da equipe de apoio choraram ao perceber o risco de estourar o tempo regulamentar.
Neste ano, a Portela apresentou o enredo “O mistério do príncipe do Bará – a oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”. A narrativa aborda a trajetória de Custódio Joaquim de Almeida, príncipe do antigo Reino do Benin que se estabeleceu no Rio Grande do Sul, influenciou a religiosidade afro-gaúcha e inspirou gerações do movimento negro.
Com informações de Metrópoles

