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Câmera inédita recria em tempo real a forma como animais enxergam o mundo

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Uma equipe liderada pela pesquisadora Vera Vasas, em parceria com o Hanley Color Lab da George Mason University (Estados Unidos), apresentou uma câmera capaz de registrar imagens do jeito que diferentes espécies percebem as cores. O estudo, divulgado na revista PLoS Biology, alcança 92 % de precisão quando comparado a medições tradicionais de espectrofotometria.

Como funciona

O equipamento grava em quatro canais – azul, verde, vermelho e ultravioleta – sob iluminação natural. Em seguida, um software converte esses dados para “unidades perceptivas”, replicando a visão de cada animal de acordo com o que se sabe sobre seus fotorreceptores.

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Montado com câmeras comerciais e alojado em uma estrutura modular impressa em 3D, o sistema dispensa hardware especializado, tornando-o financeiramente viável para pesquisadores e cineastas.

Aplicações científicas e audiovisuais

A precisão do novo método permite investigar comportamentos que dependem da percepção de cor. Aves, por exemplo, contam com visão tetracromática e enxergam ultravioleta, recurso usado para escolher parceiros e localizar alimento. Abelhas também detectam UV para identificar padrões em flores, enquanto cães e gatos têm visão dicromática, semelhante ao daltonismo humano vermelho-verde.

Outros casos destacados pelos autores incluem o camarão-louva-a-deus, que possui até 16 tipos de receptores; serpentes que utilizam infravermelho na caça noturna; e renas, que veem UV para localizar predadores em ambientes nevados. Borboletas-de-enxofre (Colias eurytheme) exibem iridescência UV nas asas, invisível a olho nu, mas registrada pela nova câmera.

Potencial de impacto

Segundo Vasas, a ferramenta “conecta a percepção humana à animal”, podendo auxiliar desde projetos de conservação até produções audiovisuais imersivas que mostrem, por exemplo, padrões ultravioleta que guiam polinizadores ou a paleta limitada percebida por cães.

Os autores enfatizam que compreender a visão de cada espécie pode orientar a construção de edifícios, estradas e sistemas de iluminação com menor impacto sobre a fauna.

Com a tecnologia, cientistas, educadores e realizadores ganham um recurso inédito para observar e retratar a biodiversidade com fidelidade cromática.

Com informações de Olhar Digital

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