Palmas – Cinco dromedários que costumavam levar turistas para passeios no Rio Grande do Norte agora descansam em uma propriedade rural próxima ao Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins. Batizados de Sherazade, Natalina, Safira, Miva e Ceminha, os animais foram transferidos após o encerramento das atividades da empresa Dromedunas, antiga responsável pelos roteiros nas dunas potiguares.
De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), a chegada dos dromedários ao estado ocorreu de forma regular. As Guias de Trânsito Animal (GTA) e toda a documentação sanitária exigida foram apresentadas pelo atual proprietário, cujo nome não foi revelado. A fazenda fica nas proximidades das famosas dunas douradas do Jalapão.
Como os dromedários chegaram ao Brasil
Os primeiros animais foram importados em 1998 das Ilhas Canárias, iniciativa do empresário suíço Philippe Landry, marido da empresária potiguar Cleide Gomes. Encantado com os passeios de camelo que conheceu no Marrocos, Landry decidiu levar a experiência para o Nordeste brasileiro. Uma segunda leva foi trazida em 2000 para reforçar a reprodução e, em 2014, novas fêmeas e machos chegaram ao país com o mesmo objetivo.
Entre 2016 e 2019 nasceram novos filhotes, elevando o plantel da Dromedunas a 25 animais. A gestação de um dromedário dura cerca de 13 meses. Parte desse grupo permaneceu no Rio Grande do Norte, alguns exemplares foram enviados para Petrópolis (RJ) e cinco acabaram transferidos ao Tocantins.
Critérios para o novo destino
Segundo Cleide Gomes, três requisitos foram estabelecidos para definir o local de destino dos dromedários: que os responsáveis demonstrassem apreço pelos animais, não os usassem em atividades turísticas e oferecessem espaço maior que o disponível na antiga base da Dromedunas.
Nomes dos 25 animais criados pela Dromedunas
Hakim, Alli, Said, José, Hani, Jade, Moisés, Sherazade, Raj, Zatara, Natalina, Safira, Aicha, Ramsès, Odile, Alê, Ester, Davi, Miguel, Miva, Ceminha, Malu, Halana, Sarah e Felipe.
Camelo ou dromedário?
Conforme o biólogo Claudio Montenegro, camelos e dromedários pertencem ao mesmo gênero, mas se diferenciam pela quantidade de corcovas: o camelo (Camelus bactrianus) possui duas, enquanto o dromedário (Camelus dromedarius) tem apenas uma. Ambos foram introduzidos no Brasil principalmente para zoológicos, circos e passeios turísticos antes de mudanças na legislação restringirem novas importações.
Com a nova rotina em solo tocantinense, Sherazade, Natalina, Safira, Miva e Ceminha não devem mais ser usados em atividades de turismo, seguindo a proposta de preservação da antiga proprietária.
Com informações de G1 Tocantins

