São Paulo – O Instituto Butantan abriu nesta terça-feira (13) a inscrição de 767 voluntários de 60 a 79 anos para a próxima etapa dos ensaios clínicos da Butantan-DV, vacina contra a dengue desenvolvida pela instituição.
Os testes vão até 2026 e serão realizados em quatro centros no Rio Grande do Sul, localizados em Porto Alegre e Pelotas, além de um centro em Curitiba (PR). Outros 230 adultos de 40 a 59 anos participarão como grupo controle, totalizando 997 pessoas.
Como será o estudo
Entre os idosos, 690 receberão a vacina e 77 ficarão no grupo placebo. No segmento de 40 a 59 anos, todos receberão o imunizante. O objetivo é comparar a segurança e a resposta imunológica dos participantes mais velhos com dados já obtidos em adultos mais jovens.
O protocolo prevê quatro visitas: aplicação da dose, retorno após 22 dias, nova avaliação em 42 dias e coleta de sangue um ano depois. Um subgrupo de 56 idosos fará exames adicionais.
Centros de pesquisa
A primeira fase de recrutamento ocorre no Hospital São Lucas da PUCRS, em Porto Alegre, com cadastro via questionário on-line. Depois, as inscrições serão estendidas ao Hospital Moinhos de Vento, ao Núcleo de Pesquisa Clínica da PUCRS, ao Hospital Escola da UFPEL e ao Serviço de Infectologia de Curitiba.
Justificativa e logística
Paraná e Rio Grande do Sul foram escolhidos por apresentarem baixa circulação do vírus, o que facilita o controle dos resultados. Capitais como Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Natal foram avaliadas, mas descartadas pela alta exposição prévia da população.
Eficácia já comprovada
A Butantan-DV foi aprovada pela Anvisa em novembro de 2025 para uso em pessoas de 12 a 59 anos e será aplicada em dose única pelo SUS a partir de 17 de janeiro em Maranguape (CE), Nova Lima (MG) e Botucatu (SP). Ensaios concluídos em junho de 2024 apontaram eficácia de 79,6% contra dengue sintomática e 89% contra formas graves; entre 12 e 59 anos, a proteção contra casos graves chegou a 91,6%.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue causa febre, dores no corpo, manchas na pele e mal-estar. Além da vacinação, autoridades reforçam a necessidade de eliminar criadouros do inseto.
Com informações de Sou de Palmas

