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Brasil deixa Estados Unidos fora de encontro por democracia na ONU

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O governo brasileiro decidiu não convidar os Estados Unidos para a reunião em defesa da democracia marcada para a próxima quarta-feira, 24 de setembro, em Nova York, paralelamente à 79.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas. O encontro foi concebido por Brasil e Espanha e conta, nesta edição, com a coparticipação de Uruguai, Colômbia e Chile.

Segundo diplomatas ouvidos pelo jornal Folha de S.Paulo, apenas “países democráticos” foram chamados. A alegação é que a administração do presidente Donald Trump tem questionado decisões internas do Brasil, impôs tarifa de 50% a produtos brasileiros e revogou vistos de autoridades nacionais. O Itamaraty foi procurado, mas ainda não se pronunciou.

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Em 2024, os Estados Unidos participaram de forma protocolar: o então vice-secretário de Estado, Kurt Campbell, representou o governo Joe Biden após convite de última hora. Neste ano, são esperados representantes de ao menos 30 países para discutir combate à desigualdade e à desinformação.

Pressões recentes entre Washington e Brasília

Em carta enviada a Brasília, Trump justificou represálias comerciais e diplomáticas citando o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe e decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que atingem grandes plataformas digitais. Moraes, incluído na Lei Magnitsky pelos EUA, é acusado de violações de direitos humanos pelo governo republicano.

Mesmo com a pressão, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro, em 11 de setembro, a 27 anos e 3 meses de prisão, além de multa. Após a sentença, o secretário de Estado Marco Rubio antecipou novas sanções norte-americanas contra o Brasil.

Agenda de Lula em Nova York

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo, 21 de setembro, para abrir a Assembleia-Geral da ONU na terça-feira, 23. Duas baixas foram registradas na comitiva: o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ficou de fora após restrições impostas pelos EUA à sua circulação na cidade, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, permaneceu em Brasília para acompanhar a possível votação que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil.

Em julho, durante reunião do mesmo grupo no Chile, Lula afirmou que “o extremismo de direita” ameaça a democracia ao “controlar algoritmos, semear ódio e utilizar o comércio como instrumento de coerção”.

Com informações de Gazeta do Povo

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