A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encaminhou, na noite de 8 de janeiro, pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que dois líderes religiosos possam prestar assistência espiritual na prisão.
Foram indicados o Bispo Robson Rodovalho, presidente da igreja Sara Nossa Terra, e o deputado distrital Thiago de Araújo Macieira Manzoni (PL), identificado no documento como Pastor Thiago Manzoni. O parlamentar é pastor da Igreja IDE, situada no Jardim Botânico, em Brasília.
Histórico do deputado
Aliado de Bolsonaro, Manzoni manteve em seu gabinete, entre agosto de 2024 e agosto de 2025, o coronel da reserva Flávio Botelho Peregrino, ex-assessor do ex-ministro da Defesa Braga Netto. Peregrino ocupou o cargo CL-03 na Câmara Legislativa do Distrito Federal (remuneração de R$ 6.039,65) até ser exonerado a pedido. O militar havia sido alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em dezembro de 2024, em investigação sobre tentativa de golpe de Estado e obstrução de Justiça.
Argumentos da defesa
No requerimento, os advogados afirmam que a liberdade religiosa é direito fundamental e que Bolsonaro recebia acompanhamento semanal enquanto esteve em prisão domiciliar. Com a transferência para o regime fechado, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, a continuidade desse atendimento se tornou inviável devido às restrições do local.
A equipe jurídica solicita que a assistência seja prestada de forma individual e sob supervisão institucional, sem interferir na rotina do estabelecimento.
Situação atual
Bolsonaro está detido em Sala de Estado-Maior desde 22 de novembro, cumprindo pena de 27 anos e 3 meses por condenação relacionada a uma trama golpista.
Com informações de Metrópoles

