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Grupo de Bolsonaro mira maioria no Senado em 2026 e define candidatos em RJ, DF e SC

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O núcleo mais próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) começou a montar as chapas para a eleição de 2026 com foco na formação de uma maioria no Senado capaz de impulsionar pautas como pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), projetos que limitem o poder do Judiciário e a criação de uma CPI sobre supostos abusos da Corte.

Estratégia nacional acima de acordos locais

Segundo dirigentes do PL, a prioridade é eleger senadores alinhados ao ex-presidente em estados considerados estratégicos para a direita — Rio de Janeiro, Distrito Federal e Santa Catarina. A avaliação interna é que disputas regionais não devem se sobrepor ao objetivo de controlar a presidência do Senado, posto que decide a tramitação desses temas.

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Distrito Federal

No DF, o PL fechou apoio ao governador Ibaneis Rocha (MDB) para uma das cadeiras. A segunda vaga ficará com um nome da base bolsonarista: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ou a deputada federal Bia Kicis (PL-DF). Bia lançou oficialmente sua pré-candidatura em 11 de junho, mas aliados de Bolsonaro ainda cogitam transferir a indicação para Michelle caso ela não componha uma chapa presidencial. A legenda também apoiará a vice-governadora Celina Leão (PP) ao Palácio do Buriti.

Rio de Janeiro

No estado de origem da família Bolsonaro, o partido decidiu lançar o governador Cláudio Castro (PL) para a vaga hoje ocupada por Carlos Portinho (PL). Insatisfeito, o senador admite trocar de legenda para tentar a reeleição. Pelo acordo costurado por Bolsonaro, uma vaga caberá ao atual senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enquanto Castro terá autonomia para concorrer à outra.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, a cúpula nacional do PL trabalha para colocar o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL-RJ) na disputa, retirando a deputada federal Carol De Toni (PL-SC). O plano mantém o compromisso firmado entre o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, que pretende formar uma chapa com Carlos e o senador Esperidião Amin (PP-SC), apoiado pelo governador Jorginho Mello (PL).

Pressão por unidade interna

Em vídeo divulgado em 7 de junho, o senador Flávio Bolsonaro cobrou fidelidade das lideranças catarinenses, dirigindo-se à deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), que defende a candidatura de Carol De Toni. “Quando o comandante toma uma decisão, questionar enfraquece nosso líder”, afirmou.

Risco de candidaturas dissidentes

Divergências internas e convites de outras siglas podem fragmentar o eleitorado de direita. Carol De Toni estuda concorrer pelo Partido Novo, enquanto Portinho avalia migrar para outra legenda no Rio. No DF, o ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) dialoga com o público conservador e pode ameaçar a coalizão PL-MDB.

No Paraná, levantamento da Neokemp Pesquisas, divulgado em 6 de junho, apontou liderança de nomes fora do PL: Deltan Dallagnol (Novo) tem 24,3% e Cristina Graeml (União) 15,6%. O deputado Filipe Barros (PL) aparece com 6%.

Analistas veem movimento recorrente

O cientista político Alexandre Bandeira afirma que a intervenção de líderes nacionais em diretórios estaduais não é exclusividade do ex-presidente. Ele cita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que interveio no diretório do DF para lançar Leandro Grass ao governo.

Para o professor Adriano Cerqueira, do Ibmec Belo Horizonte, a disputa interna reflete o peso eleitoral da direita: “Como há mais votos nesse campo, cresce o número de pré-candidatos”. Ele destaca que o bolsonarismo “é um movimento personalista cuja sobrevivência depende do carisma de Jair Bolsonaro”.

As definições finais das chapas devem ocorrer até meados de 2026, prazo das convenções partidárias, mas aliados de Bolsonaro afirmam que a orientação nacional estará acima de arranjos regionais.

Com informações de Gazeta do Povo

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