São Paulo – O bitcoin voltou a disparar nesta quarta-feira (14/1), superando a marca de US$ 97 mil e alcançando o maior patamar desde 16 de novembro do ano passado.
Alta no meio do dia
Às 12h15 (horário de Brasília), a principal criptomoeda do mercado avançava 3,85% em 24 horas, negociada a US$ 97.001, segundo dados da plataforma CoinGecko. Mais cedo, às 10h20, a cotação era de US$ 94.967, com ganho de 3,3%.
Desempenho de outras criptomoedas
O ether, segunda maior criptomoeda em valor de mercado, registrava alta de 5,5%, negociado a US$ 3,35 mil. Somadas, todas as criptomoedas valiam cerca de US$ 3,32 trilhões.
Motivos para a valorização
Analistas atribuem o salto do bitcoin a dois fatores principais:
- Tensões geopolíticas: novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao regime iraniano aumentaram a busca por ativos considerados mais seguros em momentos de incerteza. O cenário inclui ainda a presença militar dos EUA na Venezuela, o conflito em curso entre Rússia e Ucrânia e confrontos entre Israel e Irã.
- Inflação controlada nos EUA: o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) norte-americano fechou dezembro em 2,7% na comparação anual e 0,3% na mensal, em linha com as expectativas. Com a inflação dentro das projeções e após o Federal Reserve cortar os juros em 0,25 ponto percentual na última reunião, investidores aumentaram a exposição a ativos de maior risco, como criptomoedas.
Juros e expectativas
Após três reduções consecutivas, a taxa básica dos EUA está entre 3,5% e 3,75% ao ano. O próximo encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) está marcado para 27 e 28 de janeiro de 2026. A perspectiva de novos cortes reforça o interesse por criptoativos, já que juros mais baixos tendem a diminuir a atratividade da renda fixa tradicional.
A movimentação recente levou parte dos investidores a destinar de 1% a 10% de seus portfólios a moedas digitais, buscando diversificação e possíveis ganhos acima da média.
Com informações de Metrópoles

