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Bancos centrais globais, entre eles o BC do Brasil, manifestam apoio integral a Jerome Powell

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Presidentes de 11 bancos centrais divulgaram, nesta terça-feira (13/1), uma declaração conjunta em que expressam “total solidariedade” ao Federal Reserve (Fed) e ao seu presidente, Jerome H. Powell. O documento enfatiza que a autonomia das autoridades monetárias é “pilar fundamental” para a estabilidade de preços, do sistema financeiro e da economia.

Assinam a nota os chefes do Banco Central Europeu, Banco da Inglaterra, Sveriges Riksbank (Suécia), Danmarks Nationalbank (Dinamarca), Banco Nacional da Suíça, Norges Bank (Noruega), Reserve Bank of Australia, Banco do Canadá, Banco da Coreia, Banco Central do Brasil e Banco de Compensações Internacionais (BIS).

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Investigação do Departamento de Justiça

O gesto de apoio ocorre após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abrir, no domingo (11/1), um inquérito para apurar se Powell teria mentido ao Congresso sobre os custos da reforma da sede do Fed, estimados em US$ 2,5 bilhões. Um dia depois, o presidente norte-americano, Donald Trump, negou qualquer influência sobre a decisão dos procuradores de investigar o dirigente do banco central.

Em comunicado próprio, o Fed atribuiu a investigação a uma retaliação do governo Trump às decisões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) de manter o ritmo de cortes de juros abaixo do desejado pela Casa Branca. “A ameaça de acusações criminais decorre do fato de definirmos as taxas de juros com base no que consideramos melhor para o público, e não nas preferências do presidente”, afirmou Powell no texto.

Trechos da carta de apoio

Na mensagem conjunta, os líderes ressaltam que “preservar a independência dos bancos centrais é crucial, em pleno respeito ao Estado de Direito e à responsabilidade democrática”. Também elogiam Powell por atuar “com integridade e compromisso inabalável com o interesse público”.

Quem assinou a declaração

Christine Lagarde (Banco Central Europeu)
Andrew Bailey (Banco da Inglaterra)
Erik Thedéen (Sveriges Riksbank)
Christian Kettel Thomsen (Danmarks Nationalbank)
Martin Schlegel (Banco Nacional da Suíça)
Ida Wolden Bache (Norges Bank)
Michele Bullock (Reserve Bank of Australia)
Tiff Macklem (Banco do Canadá)
Chang Yong Rhee (Banco da Coreia)
Gabriel Galípolo (Banco Central do Brasil)
François Villeroy de Galhau e Pablo Hernández de Cos (Banco de Compensações Internacionais)

Nos últimos 12 meses, Trump e aliados intensificaram críticas a Powell pela condução da política monetária, pressionando por reduções de juros mais agressivas.

Com informações de Metrópoles

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