O cantor porto-riquenho Bad Bunny foi confirmado como atração principal do Halftime Show do Super Bowl LX, marcado para 8 de fevereiro de 2026, na Bay Area, em San Francisco. Será a primeira vez que o espetáculo terá, majoritariamente, canções em espanhol.
Marco para a música latina
Bad Bunny chega ao palco da final da National Football League (NFL) após conquistar o Grammy de Álbum do Ano, em 2026, com “Debí Tirar Más Fotos” — primeiro disco totalmente em espanhol a vencer a principal categoria da premiação. O artista adiantou que os 13 minutos de apresentação serão uma “celebração da música, da cultura latina e da alegria compartilhada”, sem revelar detalhes do repertório.
Estratégia da NFL
De acordo com a liga, a escolha faz parte da meta de ampliar o alcance global do evento e dialogar com o público latino dos Estados Unidos, um dos maiores segmentos demográficos do país. Mesmo diante de críticas, a NFL confirmou que manterá Bad Bunny no espetáculo.
Festas de fãs em San Francisco
Antes do jogo, admiradores do cantor organizam concursos de imitadores e festas de rua na região metropolitana de San Francisco, reforçando o interesse do público latino e hispânico pelo evento.
Reações políticas
Grupos conservadores e apoiadores do presidente Donald Trump classificaram a escolha como “inapropriada”. Trump afirmou que a decisão é “absolutamente ridícula” e disse que não assistirá ao jogo, citando o suposto alinhamento cultural e político do artista com pautas contrárias às dele, como críticas ao Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).
Entidades ligadas a esses setores anunciaram um evento paralelo, batizado de All-American Halftime Show, com temática patriótica e artistas diferentes.
Debate sobre identidade
A controvérsia reacendeu discussões sobre imigração, língua e identidade nacional dentro dos Estados Unidos. Comentadores lembram que porto-riquenhos são cidadãos norte-americanos e que músicos estrangeiros já se apresentaram em edições anteriores sem gerar reação semelhante.
Com a confirmação do artista, o Halftime Show de 2026 passa a simbolizar, além do encontro entre esporte e entretenimento, as tensões culturais e políticas atuais no país.
Com informações de Metrópoles

