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Troca de insultos e críticas a impostos domina audiência com Haddad na Câmara

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A audiência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (24/09/2025), foi marcada por insultos, interrompimentos e acusações de aumento de impostos.

Logo no início, o deputado Delegado Caveira (PL-PA) chamou o ministro de “Taxad” e afirmou que o governo já teria criado ou ampliado 24 tributos. A provocação desencadeou reação do deputado Marcon (PT-RS), que pediu respeito. Caveira respondeu mandando o colega “calar a boca” repetidas vezes, o que levou o presidente da comissão, Rodolfo Nogueira (PL-MS), a intervir para conter os ânimos.

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Críticas à política fiscal

Caveira disse sentir “saudades” do ex-ministro Paulo Guedes, elogiando o antigo chefe da Economia do governo Bolsonaro e citando superávit de R$ 56 bilhões deixado pela gestão anterior. Em seguida, questionou Haddad sobre um plano para “tirar o país do caos”.

Ao receber a palavra, Haddad afirmou ter ido ao colegiado para discutir temas “sérios” e declarou que operações recentes da Receita Federal estariam alcançando “os verdadeiros ladrões da nação”. O ministro sustenta que o projeto de lei sobre devedor contumaz, em discussão no Congresso, ajudará a identificar fraudes fiscais.

Haddad também criticou a não correção da tabela do Imposto de Renda entre 2019 e 2022, classificando a medida como a “maior penalidade” imposta aos contribuintes. Ele acrescentou que o atual governo pretende taxar apostas on-line, grandes fortunas e instituições financeiras para compensar isenções aos que ganham menos.

Menções a Lula e Bolsonaro

No calor do confronto, Caveira chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “descondenado”. Haddad retrucou que absolvições em instâncias superiores fazem parte do direito de defesa de qualquer cidadão, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro, e lembrou que o PL também apoiou a chamada “taxa das blusinhas”.

Intervenção de Júlia Zanatta

A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) recusou-se a cumprimentar o ministro, alegando que ele “aumenta impostos a cada 37 dias”. Ao insinuar que Haddad teria pouco tempo para a vida pessoal devido à agenda de medidas tributárias, foi advertida pelo próprio ministro, que pediu que não mencionasse sua esposa. A parlamentar concordou e voltou a criticar a possibilidade de elevar a tributação sobre Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

A discussão ocorre um dia após o relator da Medida Provisória 1.303/2025, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), anunciar que pretende propor aumento da alíquota sobre rendimentos de LCAs e LCIs de 5% para 7,5%, votação prevista para a próxima semana.

A reunião terminou sem consenso e com a promessa de novas convocações do ministro para tratar de políticas fiscais e impacto de tributos sobre o setor agropecuário.

Com informações de Gazeta do Povo

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