O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), esteve nesta terça-feira (28) no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para uma reunião com o presidente da Corte, Edson Fachin. De acordo com a assessoria do governo paulista, o encontro tratou de uma ação que discute a sonegação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no mercado de combustíveis.
Esta é a primeira vez que Tarcísio se encontra com Fachin depois de ter chamado o ministro Alexandre de Moraes de “ditador” e criticado o STF durante manifestações pró-Bolsonaro no 7 de Setembro. Na ocasião, o governador declarou que “ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes”.
Apesar de estar em Brasília no dia da posse de Fachin na presidência do Supremo, em setembro, Tarcísio não compareceu à cerimônia, preferindo visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Questionado nesta terça sobre a conversa com Fachin, o governador limitou-se a dizer que o encontro “foi ótimo”, sem detalhar o conteúdo tratado. Além da audiência com o presidente do STF, Tarcísio também se reuniu com o ministro Nunes Marques e, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o ministro Aurélio Bellizze.
O pano de fundo dos atritos entre Tarcísio e Moraes é a ação penal que condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado, da qual Moraes é relator. Em agosto, às vésperas do julgamento, o governador afirmou ao jornal Diário do Grande ABC que não confiava na Justiça e que, se fosse presidente, concederia indulto ao ex-chefe do Executivo. Mesmo com a crise, Tarcísio reafirma publicamente a intenção de disputar a reeleição em 2026.
Imagem: Luiz Silveira
Durante o julgamento, o governador viajou a Brasília para defender a aprovação de uma anistia a Bolsonaro e aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Com informações de Gazeta do Povo

