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Seis animais que utilizam fotossíntese sem serem plantas

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Pensar em fotossíntese costuma remeter a plantas, algas ou árvores. No entanto, pesquisas indicam que ao menos seis espécies animais conseguem aproveitar a energia solar graças a parcerias ou adaptações biológicas que incluem algas, bactérias ou organelas “roubadas”. Veja os casos conhecidos.

Lesma-do-mar verde (Elysia chlorotica)

Encontrada na costa do Atlântico Norte, principalmente nos Estados Unidos e no Canadá, a pequena lesma marinha retira cloroplastos das algas de que se alimenta. Esses cloroplastos continuam funcionais dentro das células do animal, permitindo a produção de energia via luz solar em um processo chamado cleptoplastia.

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Salamandra-pintada (Ambystoma maculatum)

Comum em florestas úmidas da América do Norte, essa salamandra deposita ovos em ambientes aquáticos. Dentro dos ovos, algas microscópicas realizam fotossíntese, gerando oxigênio e nutrientes que auxiliam o desenvolvimento dos embriões.

Corais (Cnidários)

Presentes em águas tropicais rasas, os corais mantêm algas chamadas zooxantelas em seus tecidos. As algas produzem açúcares por fotossíntese e dividem parte do material orgânico com o hospedeiro, relação essencial para a sobrevivência dos recifes.

Lesma-do-mar (Elysia timida)

Nativa do Mar Mediterrâneo, a espécie sequestra cloroplastos das algas que consome, mantendo-os ativos no próprio corpo. A estratégia oferta energia adicional e favorece a camuflagem, já que o animal assume coloração semelhante à vegetação ao redor.

Esponjas marinhas (Poríferos)

Dentre as formas de vida mais antigas do planeta, algumas esponjas abrigam algas ou cianobactérias fotossintetizantes. Em troca de abrigo e nutrientes, os microrganismos fornecem parte da energia gerada pela luz solar ao animal.

Água-viva invertida (Cassiopea)

Habitante de regiões tropicais e subtropicais, essa medusa costuma permanecer com o disco voltado para cima, expondo algas simbióticas à luminosidade. As algas fotossintetizam e compartilham nutrientes, enquanto a água-viva garante proteção e acesso constante à luz.

Os seis exemplos mostram que a fotossíntese, embora típica de plantas e algas, também pode ocorrer de forma indireta no reino animal por meio de adaptações evolutivas e relações simbióticas.

Com informações de Olhar Digital

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