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Animais recorrem à “morte fingida” como estratégia de defesa instintiva

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Ficar imóvel como se estivesse sem vida é um recurso usado por diferentes espécies para escapar de predadores. O comportamento, chamado de tanatose, aparece em insetos, répteis, mamíferos e até aves, podendo ocorrer mesmo quando não há ameaça imediata.

Segundo artigo divulgado na base PubMed, a tanatose funciona como defesa passiva. Predadores costumam preferir presas em movimento; portanto, ao se fazer de morto, o animal reduz a chance de ser atacado ou de se envolver em confronto potencialmente fatal.

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Adaptação varia de acordo com o grupo

Embora a finalidade seja a mesma — despistar o predador — a forma de execução difere entre as espécies:

  • Insetos: besouros e gafanhotos permanecem totalmente imóveis.
  • Répteis: algumas cobras simulam rigidez corporal e mantêm os olhos semicerrados.
  • Mamíferos: o gambá fica estático e libera um odor forte que ajuda a afastar possíveis inimigos.

Duração e frequência

A intensidade e o tempo de permanência nesse estado variam conforme tamanho, idade e nível de vulnerabilidade do animal. Veja os exemplos reunidos pelo estudo:

Espécie Frequência Duração média
Gambá Alta 5–15 minutos
Besouro Média 2–7 minutos
Cobra Baixa 1–3 minutos

Sinais típicos

Imobilidade completa, respiração quase imperceptível e olhos semicerrados são indicadores frequentes. Em alguns casos, há mudança de cor ou liberação de substâncias químicas que reforçam a impressão de morte.

A ocorrência espontânea — mesmo em ambientes considerados seguros — reforça o caráter instintivo da tanatose, resultado de um longo processo evolutivo que moldou comportamentos de sobrevivência específicos para cada espécie.

Com informações de Olhar Digital

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