Brasília – O ministro André Mendonça foi sorteado nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, para relatar no Supremo Tribunal Federal (STF) o inquérito que apura a atuação do Banco Master. Ele substitui o ministro Dias Toffoli, que deixou o caso após reunião de emergência convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin.
Na reunião, os ministros descartaram declarar suspeição ou impedimento de Toffoli e confirmaram a “plena validade” de todos os atos praticados por ele, tanto no inquérito principal quanto nos processos vinculados.
O procedimento teve origem na 10ª Vara Federal de Brasília, mas passou ao STF a pedido da defesa do banqueiro José Luiz Vorcaro. A reclamação citava um contrato imobiliário firmado entre um deputado e um empresário, documento que não é objeto da investigação.
Ao assumir a relatoria, Toffoli havia elevado o grau de sigilo do processo. Durante a apuração, veículos de imprensa revelaram que parentes do ministro venderam participação no resort de luxo Tayayá, no Paraná, a um fundo ligado ao Master.
Na segunda-feira, 9 de fevereiro, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, encaminhou a Fachin relatório extraído do celular de Vorcaro, que menciona Toffoli. O gabinete do ministro afirmou que o pedido de suspeição apresentado pela PF baseia-se em “ilações”.
Em nota, Toffoli confirmou ter sido sócio da empresa Maridt, proprietária de cotas do resort Tayayá em Ribeirão Claro (PR). Segundo ele, as quotas foram vendidas em 2021 ao Fundo Arleen e, em 2025, à empresa PHD Holding.
Com a redistribuição, caberá agora a André Mendonça conduzir as próximas diligências do inquérito.
Com informações de Gazeta do Povo

