Carregadores “turbo” não encurtam, por si só, a vida útil da bateria. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o fator decisivo para a segurança do aparelho e do usuário é a procedência do acessório e a presença do selo de homologação.
Homologação garante filtros e controle de temperatura
Antes de chegar às lojas, carregadores certificados passam por ensaios laboratoriais que avaliam resistência a picos de tensão, isolamento elétrico e uso de materiais antichama. Esses testes confirmam a inclusão de:
• Proteção térmica – corta a energia em caso de superaquecimento;
• Estabilidade de tensão – evita oscilações que danificam circuitos internos;
• Plástico antichama – impede propagação de fogo em falhas graves.
A consulta sobre a validade técnica de qualquer carregador pode ser feita no sistema público disponibilizado pela própria Anatel.
Carregamento rápido “conversa” com o celular
Tecnologias modernas, como o padrão Power Delivery, ajustam automaticamente a voltagem. O smartphone solicita mais energia apenas quando a bateria está fria e com baixa carga, enquanto o sistema de gerenciamento interno barra excessos que poderiam causar estresse químico.
Esse diálogo só é confiável quando o carregador segue os protocolos de comunicação definidos pelo fabricante e certificados pela agência reguladora. Modelos falsificados, que ignoram essas regras, podem enganar o “porteiro” eletrônico e comprometer a segurança.
Imagem: inteligência artificial
O que realmente degrada a bateria
Estudos do setor apontam três fatores principais:
Calor excessivo (dano altíssimo) – acelera a decomposição do eletrólito e pode causar inchaço da bateria.
Descarga total a 0% (dano alto) – provoca estresse mecânico nos eletrodos, reduzindo a capacidade ao longo do tempo.
Carga rápida em ambiente frio (dano baixo) – considerada segura quando realizada com equipamentos homologados.
A orientação da Anatel é priorizar carregadores originais ou certificados, evitar expor o aparelho a temperaturas extremas e não deixar a carga chegar repetidamente a 0%. Com esses cuidados, a degradação natural da bateria ocorre de forma gradual, sem riscos adicionais ao dispositivo ou ao usuário.
Com informações de Olhar Digital

