Os partidos PL e Novo oficializaram, nesta quinta-feira (19), uma coligação de direita para a disputa eleitoral de 2026 no Rio Grande do Sul. O bloco pretende concorrer ao Palácio Piratini com o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) e, simultaneamente, eleger dois senadores: Marcel van Hattem (Novo-RS) e Ubiratan Sanderson (PL-RS).
O acerto foi anunciado pelos dirigentes estaduais das siglas. Segundo o presidente do Novo no estado, Marcelo Slaviero, a parceria começou a ser desenhada ainda nas eleições municipais de 2024, quando o grupo obteve vitórias locais. “Chegamos a um consenso que atende às expectativas das duas legendas; 2026 será o primeiro passo de uma aliança mais ampla”, afirmou.
Objetivos do bloco
A coligação quer impedir a continuidade do projeto do governador Eduardo Leite (PSD), que deve indicar um sucessor. No Congresso, Zucco, Van Hattem e Sanderson têm atuado em pautas como a anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Perfis complementares
Slaviero avalia que os candidatos ao Senado reúnem características diferentes e complementares: Van Hattem tem boa presença nas redes sociais, mas pouco tempo de televisão; Sanderson dispõe de tempo de TV e atua mais no contato direto com eleitores. “As duas candidaturas se somam”, disse o dirigente.
Expansão da aliança
O Novo e o PL negociam o apoio de outras siglas de centro-direita, entre elas Podemos, Republicanos, Progressistas e União Brasil. Zucco recebeu aval do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o governo estadual antes de Bolsonaro ser colocado em prisão domiciliar.
Imagem: Mário Agra
Cenário eleitoral
Levantamento Genial/Quaest realizado de 13 a 17 de agosto de 2025, com 1.104 entrevistas e margem de erro de três pontos percentuais, mostra Zucco com 20% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Juliana Brizola (PDT), que registra 21%. Na mesma pesquisa, 54% dos entrevistados dizem que o governador Eduardo Leite não merece eleger um sucessor.
PL e Novo, ambos na oposição a Leite, criticam as dívidas estaduais com a União e a condução da reconstrução do Rio Grande do Sul após a tragédia climática de 2024. Para Slaviero, é necessário “enxugar a máquina pública” e ampliar o diálogo com o setor produtivo para recuperar a economia gaúcha.
Com informações de Gazeta do Povo

