Brasília – A Agência Lupa modificou nesta quinta-feira (12.fev.2026) uma checagem publicada em dezembro de 2024 sobre a participação do ministro Dias Toffoli no resort Tayayá, localizado no interior do Paraná. Na versão original, o conteúdo classificava como “falsa” a informação de que o magistrado fosse proprietário do empreendimento. Agora, o texto passou a ser rotulado como “sem contexto”.
De acordo com a atualização, o gabinete de Toffoli confirmou que o ministro era sócio, ao lado de seus irmãos, na empresa de participações Maridt – integrante do quadro societário do resort – quando a checagem inicial foi divulgada. À época, contudo, a Lupa afirmou não ter encontrado o nome do ministro nos registros da Receita Federal consultados em dezembro de 2024.
Revisão do conteúdo
A nova versão da checagem acrescenta a nota encaminhada pelo gabinete do magistrado e atualiza a composição societária da Maridt. A agência sustenta que já mencionava a existência da empresa no grupo dono do Tayayá, mas reconhece que o público precisava do complemento sobre a participação direta de Toffoli.
Programa de verificação da Meta
Até janeiro de 2025, as publicações da Lupa integravam o programa Third-Party Fact-Checking, da Meta, controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp. O projeto, iniciado no Brasil em 2018, permitia às agências rotular conteúdos como falsos ou enganosos, medida que podia reduzir o alcance de postagens, restringir anúncios e limitar transmissões ao vivo. A Meta encerrou o programa alegando perda de usuários e passou a adotar notas da comunidade, modelo semelhante ao utilizado pela rede X.
Críticos afirmam que, durante as eleições de 2018 e 2022, classificações feitas por agências de checagem levaram a penalidades consideradas excessivas, incluindo redução de visibilidade (shadowban) e desmonetização de perfis, sobretudo de figuras alinhadas à direita.
Posicionamento aguardado
A reportagem entrou em contato com a Agência Lupa por meio dos canais disponíveis no site da instituição e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.
Com informações de Gazeta do Povo

