O criminalista Luiz Fernando Pacheco, 51 anos, morreu na madrugada de 1º de outubro, após ser encontrado desacordado na rua Itambé, no bairro Higienópolis, região central de São Paulo. A Polícia Civil apura o caso como possível latrocínio (roubo seguido de morte).
Desaparecimento e socorro
Pacheco ficou cerca de 36 horas sem ser identificado. Sem documentos, teve a identidade confirmada somente por meio de exames de impressão digital no Instituto Médico Legal (IML) Ricardo Gumbleton Daunt, depois de morrer na Santa Casa de Misericórdia, para onde foi levado pelo SAMU.
Relato de testemunha
Uma testemunha disse à Polícia Militar ter visto o advogado caído e com dificuldades para respirar. O socorro foi acionado por volta das 3h de quarta-feira (1º).
Imagens de câmeras de segurança
Gravações obtidas pelos investigadores mostram Pacheco saindo de um bar e, em seguida, envolvido em luta corporal com um casal. Nas imagens, o homem parece aplicar um golpe para imobilizá-lo antes de fugir.
Prisões e investigação
Agentes do 4º Distrito Policial (Consolação) prenderam um homem e uma mulher suspeitos de participação no crime. Uma terceira pessoa ainda é procurada.
Imagem: FERNANDO BIZERRA JR
Velório e homenagem
O corpo foi velado na manhã de sexta-feira (3) na sede da OAB-SP. “Perdemos um amigo ímpar e um guerreiro do bem”, declarou o presidente da seccional paulista, Leonardo Sica, ao lamentar a morte do colega.
Trajetória profissional
Pacheco exerceu a advocacia criminal por mais de 20 anos, foi um dos fundadores do grupo Prerrogativas e ficou conhecido por defender o ex-presidente do PT José Genoino no processo do Mensalão.
Com informações de Gazeta do Povo

