O advogado Victor Hugo, responsável pela defesa do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), declarou nesta segunda-feira (15/12/2025) que o parlamentar é alvo de uma investigação por suposto desvio de recursos de uma emenda parlamentar que “jamais chegou a ser paga”. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa Café com a Gazeta do Povo.
Segundo o defensor, a Polícia Federal apura a suspeita de que o gabinete político de Gayer em Goiânia funcionaria, simultaneamente, como escola de inglês mantida com dinheiro público. Victor Hugo classificou a hipótese como “crime impossível”, alegando não haver verba disponibilizada nem estrutura escolar no local.
Visita da PF ao escritório
O advogado relatou que, durante a investigação, um agente da PF foi ao endereço do gabinete sem identificação oficial e tentou se matricular em aulas presenciais. De acordo com Victor Hugo, funcionários informaram que a escola opera exclusivamente on-line desde 2020, em razão da pandemia de covid-19. Após sair do prédio, o agente teria fotografado o ambiente, contado aparelhos de ar-condicionado e concluído que a quantidade indicaria atividade escolar.
Operação Discalculia e outras suspeitas
O inquérito corre sob sigilo e faz parte da Operação Discalculia. Além da suposta irregularidade na emenda, a investigação apura se a cota parlamentar do deputado foi utilizada para financiar os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Críticas ao Supremo
Victor Hugo chamou o indiciamento de “ginástica” jurídica e afirmou que se trata de retaliação política. Ele criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a quem se referiu como “relator universal”, e disse que o processo estaria ligado à intenção de Gayer de disputar o Senado com a pauta de impeachment de ministros da Corte.
Imagem: Mário Agra
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Gayer ironizou a investigação, dizendo que “a casa caiu” ao mencionar a suposta escola de inglês dentro do gabinete.
Até o momento, não há informações sobre apresentação de denúncia formal à Justiça ou sobre eventual bloqueio de valores referentes à emenda mencionada.
Com informações de Gazeta do Povo

