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Acusado de matar ex-companheira e ocultar corpo será julgado pelo Tribunal do Júri no Tocantins

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Araguaína (TO) – José Carlos Barros dos Santos, 50 anos, vai enfrentar júri popular pela morte da ex-companheira, Mariene Duque da Silva, ocorrida em janeiro de 2017 no assentamento Caju Manso, zona rural de Araguaína. A decisão é da 1ª Vara Criminal do município.

Segundo o processo, o casal discutiu antes do crime. Testemunhas relataram que Mariene foi ferida na cabeça e deixou a residência com o filho, ainda criança. No dia seguinte, José Carlos teria buscado mãe e filho e os levado de volta para casa. Mais tarde, ele teria enterrado o corpo da vítima em uma cova rasa no quintal.

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O cadáver só foi localizado em novembro de 2018, quando a criança contou a familiares o que tinha presenciado. Os restos mortais foram enviados a Palmas para exames e retornaram ao Instituto Médico Legal (IML) de Araguaína em junho de 2019, já identificados. Em fevereiro de 2020, porém, a família não conseguiu encontrar a ossada no IML para o sepultamento. O sumiço gerou uma ação judicial e indenização aos parentes.

Trâmite judicial

O inquérito policial foi concluído em outubro de 2021 e a ação penal foi protocolada em novembro do mesmo ano. A Justiça decretou a prisão preventiva do réu, que permaneceu foragido até 21 de agosto de 2025, quando foi detido em Palmas durante patrulhamento.

Na audiência de instrução, realizada em dezembro de 2025, oito testemunhas foram ouvidas, entre elas filhos e parentes de Mariene e o delegado responsável pela investigação. José Carlos permaneceu em silêncio.

O juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade e pronunciou o acusado para julgamento pelo Tribunal do Júri. Ele responde por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e feminicídio, além de ocultação de cadáver. A decisão ainda é passível de recurso, e o réu continua preso.

Se a pronúncia for mantida, defesa e acusação terão novo prazo para indicar testemunhas que serão ouvidas no julgamento popular.

Com informações de G1

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